Política

Oposição vê uso eleitoral do Alvorada e aciona PGR

Parlamentares questionam suposto uso político da residência oficial por Lula e citam entrevista e reuniões com aliados no local

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Leandro Magalhães
Palácio do Alvorada | Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Palácio do Alvorada | Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A Procuradoria-Geral da República (PGR) irá analisar representações de parlamentares da oposição que apontam o suposto uso da estrutura pública pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em ano eleitoral.

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As representações tratam especificamente do Palácio da Alvorada, uma das diversas residências oficiais que pertencem ao governo federal e ficam à disposição do chefe do Executivo durante o mandato.

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Nesta terça-feira (25), o deputado estadual Guto Zacarias (Missão) ingressou na PGR, questionando, por exemplo, a gravação de uma entrevista a uma emissora de TV dentro do Palácio da Alvorada.

"Ao utilizar a estrutura do Palácio do Alvorada, que é bem público da União, mantido com recursos públicos, para a gravação de conteúdo eleitoral transmitido em momento estratégico, o Representado teria se valido da máquina pública em benefício de sua própria candidatura, em possível violação à isonomia da disputa eleitoral", diz a representação.

Em julho, o deputado federal Sanderson (PL-RS) também havia questionado a PGR sobre um suposto uso político do local.

"(...) foi noticiado que o Presidente da República, Lula da Silva, vem realizando reuniões periódicas no Palácio da Alvorada com integrantes de seu grupo político, as quais, segundo a matéria, estariam relacionadas à organização de seu projeto eleitoral. A reportagem descreve circunstâncias, participantes e a dinâmica desses encontros, atribuindo-lhes finalidade de natureza político-eleitoral.

A PGR até o momento não emitiu nenhum parecer sobre os casos.

Em 2022, durante o período eleitoral, o Tribunal Superior Eleitoral proibiu o uso dos Palácios da Alvorada e Planalto para lives eleitorais do ex-presidente Jair Bolsonaro. Na ocasião, ministros do tribunal analisaram uma ação do PDT que considerava uso eleitoral de bens públicos.

O placar na época foi de 4 votos a 3 pela proibição do uso dos palácios para realização de lives. A decisão do ministro Benedito Gonçalves, corregedor eleitoral à época, foi seguida pelos ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia e Ricardo Lewandowski.

Naquela ocasião, Benedito Gonçalves argumentou que houve "ato de propaganda explícita", incluindo "pedidos de votos" e veiculação do conteúdo em canais oficiais do candidato.

"De pronto, cabe refutar a alegação de violação à privacidade e à inviolabilidade de domicílio. O caso não versa sobre atos da vida privada do Presidente da República ou da intimidade de seu convívio familiar no Palácio da Alvorada, mas sobre a destinação do bem público para a prática de ato de propaganda explícita, com pedido de votos para si e terceiros, veiculados por canais oficiais do candidato registrados no TSE", afirmou o ministro.

O SBT News entrou em contato com a assessoria da Presidência da República, mas até o momento não obtivemos resposta.

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