Política

Gilmar pede saída de delegados da PF de gabinetes do Supremo

Medida pode afetar ministros Mendonça, Fux e Moraes em meio a crise relacionada ao Banco Master

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Leandro Magalhães
Ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal | Divulgação/Victor Piemonte/STF

Ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal | Divulgação/Victor Piemonte/STF

O ministro decano do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, confirmou ao SBT News nesta quinta-feira (3) que pediu ao ministro Edson Fachin a saída de delegados de gabinetes de ministros da corte. A informação foi revelada pelo jornal Folha de S.Paulo.

Uma possível retirada de delegados cedidos pela Polícia Federal ao STF pode atingir gabinetes dos ministros André Mendonça, Luiz Fux e Alexandre de Moraes.

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Mendonça e Moraes protagonizam a crise que atualmente atravessa a Corte. Mendonça determinou na terça-feira (1º) a retirada do sigilo de inquérito da PF que revelou mensagens nas quais Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, solicitava conselhos a Moraes em ocasiões diversas e discutia um contrato com o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro.

A reportagem procurou Fachin e Mendonça e aguarda posicionamento.

Nos bastidores, já havia esse desejo em uma ala da Polícia Federal. Em abril deste ano, o presidente Lula (PT) externou, em um evento, que havia determinado a convocação de delegados e agentes da Polícia Federal cedidos a outros órgãos para retornarem às funções de combate ao crime organizado. No entanto, até o momento, não houve nenhuma solicitação ao STF pedindo a recondução dos delegados, conforme apuração da reportagem.

Fontes no STF relataram à reportagem que a medida é vista como uma forma de enfraquecer investigações que envolvem membros do governo e, sobretudo, o filho do presidente Lula, o Lulinha, investigado no escândalo do INSS.

Na quarta-feira, Gilmar e Lula se reuniram, mas não houve nenhuma manifestação sobre o tema que foi abordado.

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