Ala no TSE vê união entre STF e governo contra tribunal
Movimento tentaria enfraquecer o presidente do TSE, Nunes Marques, e o vice, André Mendonça, ambos indicados à Suprema Corte pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

A sede do STF, em Brasília | Divulgação/CNJ
Fontes do Tribunal Superior Eleitoral relataram ao SBT News nesta sexta-feira (25) preocupação com um movimento que surge de alguns magistrados do Supremo Tribunal Federal e de setores do governo Lula contra a cúpula do TSE.
Nos bastidores, segundo essa fonte, existe um forte movimento orquestrado, com membros do Poder Executivo e do STF, para enfraquecer o presidente do TSE, Nunes Marques, e o vice, André Mendonça, ambos indicados à Suprema Corte pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
Nesta semana, o Partido dos Trabalhadores (PT) pediu ao ministro Flávio Dino a abertura de inquérito para investigar suposta interferência estrangeira nas eleições. Na avaliação de alguns membros do TSE, esse assunto compete à justiça eleitoral, não ao STF.
O pedido cita órgãos do governo. Na semana passada foi vazado um relatório da Abin, Agência Brasileira de Inteligência, alertando sobre possível interferência estrangeira nas eleições do Brasil. O relatório foi produzido no fim de agosto e foi enviado este mês ao TSE.
No último dia 19, o ministro Gilmar Mendes publicou nas redes sociais mensagem em que aponta um risco de politização da Justiça Eleitoral e defendeu uma atuação “imparcial e apartidária” do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Em publicação no X (antigo Twitter), Gilmar afirmou que partidos políticos e o Ministério Público Eleitoral devem fiscalizar a atuação de integrantes da Justiça Eleitoral e, quando houver motivo, questionar a suspeição de magistrados.
O SBT News entrou em contato com o STF e o Palácio do Planalto. Mas até o momento não recebemos qualquer manifestação sobre as alegações citadas na reportagem.

























