Elo de Flávio com Master supera caso Lulinha, diz QG de Lula
PT deve se dedicar nos próximos dias a trazer de volta áudio em que Flávio pede dinheiro a Daniel Vorcaro e cobrar prestação de contas do Dark Horse

Lula participou de podcast nesta sexta-feira (14). | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O QG de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem feito uma série de avaliações sobre o impacto das novas revelações que envolvem Fábio Luís Lula da Silva, filho mais velho do petista, e suposto tráfico de influência no governo. Até o momento, a aposta é de que o elo de Flávio Bolsonaro, candidato do PL ao Palácio do Planalto, com Daniel Vorcaro supera o desgaste com Lulinha na campanha eleitoral.
Integrantes da equipe do petista devem se dedicar nos próximos dias a trazer à tona novamente o áudio em que Flávio pedia dinheiro ao dono do Banco Master para financiar o filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que também virou alvo de investigação da PF. Além disso, devem cobrar a prestação de contas que o candidato do PL prometeu apresentar. Não está descartado levar o caso para a estreia do PT no horário eleitoral gratuito na TV, no dia 28 de agosto.
Petistas afirmam que a campanha de Flávio vai tentar “igualar” o desgaste do Master com as suspeitas que pairam sobre Lulinha e Marco Aurélio Santana, o Marcola, ex-chefe de gabinete do presidente da República. Mas ponderam que há mais evidências concretas contra o candidato do PL por causa do áudio e da visita a Vorcaro quando o banqueiro usava tornozeleira eletrônica.
Um integrante do QG da campanha petista pontuou à Coluna que Fábio e Marcola não são candidatos, mas Flávio Bolsonaro, sim.
Aliados de Lula também citam o fato de o senador do PL ter negado, em um primeiro momento, a relação com Vorcaro, para depois ter de assumir que tinha ligação com o banqueiro.
Parte da campanha petista avalia que Lula precisa continuar defendendo todas as investigações e punições para eventuais culpados.
Nos últimos dias, vazou um diálogo entre Lulinha e a lobista Roberta Luchsinger obtido pela Polícia Federal. Em um dos trechos, publicado pelo portal Metrópoles e confirmado pelo SBT News, Roberta diz a Fábio que o negócio deles estava “em outro nível” e que o futuro dos dois era na Suíça. Ambos são investigados por suspeita de tráfico de influência em inquéritos da PF.
O caso Master também atinge o PT da Bahia na figura do senador Jaques Wagner (PT), que foi alvo de operação da PF relacionada às investigações sobre as fraudes. No entanto, a campanha também aposta na separação entre os “CPFs” de Lula e do parlamentar.
























