Carol De Toni defende impeachment de Alexandre de Moraes
Ao SBT News, senadora eleita por SC disse que novos parlamentares devem fiscalizar ministros do STF e defendeu limites ao Judiciário
Vicklin Moraes, Raquel Landim , Túlio Amâncio
Caroline de Toni | Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Senadora eleita por Santa Catarina, Carol De Toni (PL) defendeu a abertura de um processo de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em entrevista ao Poder Expresso, do SBT News, nesta terça-feira (6), a parlamentar afirmou que a cobrança por limites ao Poder Judiciário foi um dos fatores que mobilizaram o eleitorado e contribuíram para aeleição de 19 senadores do PL para o Senado Federal.
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Segundo De Toni, os novos integrantes da Casa deverão atuar com rigor tanto na análise de futuras indicações para o STF quanto na fiscalização dos ministros que já integram a Corte.
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"Todos esses escândalos envolvendo o ministro do Supremo Tribunal Federal acho que motivou muito a população a votar nos senadores de direita, que estão comprometidos a fazer uma correta sabatina dos nomes que serão indicados (...) e também a possibilidade de abrirmos um processo de impeachment contra aqueles ministros que estão abusando do poder ou violando a lei", afirmou.
Ao defender o impeachment de Moraes, a senadora eleita citou o que considera violações ao devido processo legal na condução de inquéritos e condenações relacionados aos atos de 8 de janeiro de 2023. Ela também defendeu investigações sobre supostas ligações do ministro com Daniel Vorcaro, empresário ligado ao Banco Master. Segundo De Toni, é necessário esclarecer o teor dos contatos e eventuais vantagens mencionadas em apurações recentes.
Além das críticas ao Judiciário, Carol De Toni afirmou que pretende concentrar sua atuação legislativa em reformas estruturais para reduzir o tamanho do Estado e combater a criminalidade. "Lutaremos por uma reforma administrativa para enxugar os gastos públicos, para termos responsabilidade fiscal, e uma reforma tributária que efetivamente diminua o peso do Estado nos ombros do cidadão", declarou.
A senadora eleita também defendeu o endurecimento da legislação penal. "Temos que fazer uma lei penal mais dura para que o crime de colarinho branco não escape da Justiça, para acabar com a impunidade no nosso país", afirmou.
Questionada sobre as recentes reuniões conduzidas pelo senador Rogério Marinho com ministros do STF, entre eles o presidente da Corte, Edson Fachin, De Toni afirmou que a bancada não aceitará acordos que, segundo ela, impeçam a fiscalização das autoridades. Os encontros tiveram como objetivo reduzir as tensões entre os Poderes e afastar a possibilidade de uma "caça às bruxas".
"Não deve haver caça às bruxas, com certeza, também acho que não deve ter uma retaliação. Mas eu acho que a lei tem que ser cumprida no nosso país, e se houverem acordos que eu entendo que ferem a moralidade e que ferem o sentimento da população (...) por que não [o impeachment]?", questionou. "
Carol De Toni também sinalizou resistência a eventuais acordos políticos para a sucessão no comando do Senado. "Se tiver um acordo para manter o Alcolumbre como presidente do Senado, eu serei contra, porque entendo que o presidente do Senado não pode barrar pautas importantes para o Brasil. Tem que haver decência e moralidade na condução do Senado também", afirmou.
A abertura e o julgamento de processos de impeachment contra ministros do STF são atribuições do Senado Federal. Os pedidos precisam ser recebidos pelo presidente da Casa para que tenham prosseguimento.
Carol De Toni defende impeachment de Alexandre de MoraesAo SBT News, senadora eleita por SC disse que novos parlamentares devem fiscalizar ministros do STF e defendeu limites ao JudiciárioPolítica2026-10-06T22:57:18.719ZSenadora eleita por Santa Catarina, Carol De Toni (PL) defendeu a abertura de um processo de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em entrevista ao Poder Expresso, do SBT News, nesta terça-feira (6), a parlamentar afirmou que a cobrança por limites ao Poder Judiciário foi um dos fatores que mobilizaram o eleitorado e contribuíram para a 🤳 Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! Clique Segundo De Toni, os novos integrantes da Casa deverão atuar com rigor tanto na análise de futuras indicações para o STF quanto na fiscalização dos ministros que já integram a Corte. "Todos esses escândalos envolvendo o ministro do Supremo Tribunal Federal acho que motivou muito a população a votar nos senadores de direita, que estão comprometidos a fazer uma correta sabatina dos nomes que serão indicados (...) e também a possibilidade de abrirmos um processo de impeachment contra aqueles ministros que estão abusando do poder ou violando a lei", afirmou. Ao defender o impeachment de Moraes, a senadora eleita citou o que considera violações ao devido processo legal na condução de inquéritos e condenações relacionados aos atos de 8 de janeiro de 2023. Ela também defendeu investigações sobre supostas ligações do ministro com Daniel Vorcaro, empresário ligado ao Banco Master. Segundo De Toni, é necessário esclarecer o teor dos contatos e eventuais vantagens mencionadas em apurações recentes. Além das críticas ao Judiciário, Carol De Toni afirmou que pretende concentrar sua atuação legislativa em reformas estruturais para reduzir o tamanho do Estado e combater a criminalidade. "Lutaremos por uma reforma administrativa para enxugar os gastos públicos, para termos responsabilidade fiscal, e uma reforma tributária que efetivamente diminua o peso do Estado nos ombros do cidadão", declarou. A senadora eleita também defendeu o endurecimento da legislação penal. "Temos que fazer uma lei penal mais dura para que o crime de colarinho branco não escape da Justiça, para acabar com a impunidade no nosso país", afirmou. Questionada sobre as recentes reuniões conduzidas pelo senador Rogério Marinho com ministros do STF, entre eles o presidente da Corte, Edson Fachin, De Toni afirmou que a bancada não aceitará acordos que, segundo ela, impeçam a fiscalização das autoridades. Os encontros tiveram como objetivo reduzir as tensões entre os Poderes e afastar a possibilidade de uma "caça às bruxas". "Não deve haver caça às bruxas, com certeza, também acho que não deve ter uma retaliação. Mas eu acho que a lei tem que ser cumprida no nosso país, e se houverem acordos que eu entendo que ferem a moralidade e que ferem o sentimento da população (...) por que não [o impeachment]?", questionou. " Carol De Toni também sinalizou resistência a eventuais acordos políticos para a sucessão no comando do Senado. "Se tiver um acordo para manter o Alcolumbre como presidente do Senado, eu serei contra, porque entendo que o presidente do Senado não pode barrar pautas importantes para o Brasil. Tem que haver decência e moralidade na condução do Senado também", afirmou. A abertura e o julgamento de processos de impeachment contra ministros do STF são atribuições do Senado Federal. Os pedidos precisam ser recebidos pelo presidente da Casa para que tenham prosseguimento.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/carol-de-toni-defende-impeachment-de-alexandre-de-moraes
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