Bancada do agro no Congresso declara apoio a Flávio
De olho em possível vitória do candidato do PL no 1º turno, posição difere do cenário de 2022, quando o agro declarou apoio a Jair Bolsonaro só no 2º turno

Flávio Bolsonaro no Agrishow, em São Paulo | Reprodução
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) anunciou nesta quinta-feira (1º) apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência. A decisão foi antecipada de olho em um possível movimento de voto útil no senador na reta final do primeiro turno, o que poderia fazer com que a eleição terminasse já no domingo (4).
A decisão difere do que ocorreu em 2022, quando a bancada do agro declarou apoio à reeleição do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apenas no segundo turno das eleições.
O endosso da FPA a Flávio ocorre apesar de o candidato do PSD ao Palácio do Planalto, Ronaldo Caiado, ser integrante histórico da Frente e o nome mais próximo do agro na disputa presidencial.
Em nota, a diretoria da FPA afirmou que há convergência do plano de governo de Flávio com as prioridades, necessidades e demandas do setor.
“Acreditamos que será possível, a partir de 2027, alcançar no Congresso soluções que tragam um novo ambiente econômico de estabilidade, previsibilidade e prosperidade”, diz a nota.
“O campo seguirá de pé, com responsabilidade, independência e disposição para garantir a segurança alimentar dos brasileiros e construir o futuro do nosso país”, afirma outro trecho.
Nos últimos anos, a FPA viveu às turras com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que concorre à reeleição e é o principal adversário de Flávio. O presidente da bancada, o deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), chegou a dizer em 2023 que o governo “todo dia dava motivos para brigar”.
A FPA fez sucessivas reclamações sobre os valores do Plano Safra, programa governamental que financia a agropecuária com oferta de crédito rural, seguro agrícola e incentivos à produção, com taxas de juros menores e subsídios.
Além disso, a frente acusa o governo de incentivar invasões do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em propriedades privadas.
Lula, contudo, rebate as críticas da frente. Durante agenda de campanha em Florianópolis (SC), em 19 de setembro, o petista disse que o agro deveria "se ajoelhar" e votar nele devido ao que considera volume recorde de recursos federais ao setor e à abertura de novos mercados.

























