Bolsonaro precisa de monitoramento noturno constante, dizem integrantes da PGR
Procuradoria se manifestou a favor de prisão humanitária porque episódios de broncoaspiração noturna do suco gástrico podem se repetir

Um dos motivos que levou a Procuradoria Geral da República (PGR) a se manifestar favoravelmente à prisão domiciliar para o ex-presidente Jair Bolsonaro foi o reconhecimento de que ele precisa de monitoramento noturno constante após o último episódio que o levou a UTI (Unidade de Terapia Intensiva), informaram à coluna fontes do órgão.
Um relatório médico produzido pela equipe que atendeu Bolsonaro no 19ª Batalhão da Polícia Militar em Brasília, onde ele cumpre pena, informou que os episódios de broncoaspiração noturna do suco gástrico podem se repetir por causa do refluxo e dos soluços.
Daí a necessidade de alguém que o atenda à noite toda, o que o sistema prisional não consegue oferecer. A prisão possui plantão médico, mas não um profissional à disposição de Bolsonaro dentro da cela.
Segundo uma fonte da PGR, saiu-se do campo das hipóteses de piora do quadro clínico de Bolsonaro, que vinham sendo descritas pela defesa, para algo concreto. Hoje está mais claro que a situação do ex-presidente pode piorar de repente, já que Bolsonaro caminhou cinco quilômetros na véspera de ser internado com broncopneumonia.
Com base no relatório produzido pela equipe do presídio e da equipe do hospital DF Star, o procurador-geral Paulo Gonet abriu mão, inclusive, da perícia da Polícia Federal e optou por solicitar a prisão domiciliar humanitária.
Fontes da PGR, no entanto, dizem que a prisão domiciliar humanitária pode ser reavaliada a medida que o quadro de saúde de Bolsonaro evolua.














































































