Política

Mendonça nega que teve acesso à delação de Daniel Vorcaro

Ministro do STF desmente que informou a interlocutores que não homologaria colaboração por supostas omissões do banqueiro para proteger aliados

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Ministro do TSE André Mendonça | Nelson Jr./SCO/STF

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta quinta-feira (7) que uma delação premiada deve ser "séria e efetiva" e negou que tenha informado a interlocutores que não vai homologar a colaboração de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

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A declaração acontece após texto publicado pela jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, com a informação de que Mendonça estaria descontente com supostas omissões de Vorcaro para proteger aliados.

"O ministro tem sido consistente e inequívoco em sua posição sobre o tema da colaboração premiada: a colaboração premiada é um ato de defesa, um direito assegurado ao investigado; para que produza efeitos, a colaboração deve ser séria e efetiva; e as investigações devem seguir seu curso regular, independentemente da existência ou não de proposta de colaboração", diz nota do gabinete de Mendonça.
"Cabe esclarecer, ainda, que o Ministro até o presente momento, não teve acesso ao teor do material entregue pela defesa à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República. Quaisquer afirmações em sentido contrário não refletem a realidade dos fatos e carecem de fundamento", completa.

Delação pode implodir

Mais cedo, o SBT News publicou que a decisão do ministro André Mendonça que autorizou a 5ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira (7), aponta para o risco de a delação de Daniel Vorcaro implodir.

Na análise do jornalista Eduardo Gayer, a indicação do magistrado fica patente em diferentes trechos do despacho. O relator do caso Master diz textualmente que os indícios descobertos pela PF não podem ser entendidos como “mero vínculo fraternal”.

“A narrativa policial enfatiza que os elementos colhidos demonstrariam a existência de um arranjo funcional e instrumental orientado por benefício mútuo, extrapolando relações de mera amizade”, afirma, logo na página 3.

Para Gayer, a escolha de palavras não é aleatória. Nas entrelinhas, Mendonça observa que há contradições entre a proposta de delação de Vorcaro, entregue ainda ontem à PF e à Procuradoria-Geral da República (PGR), e os fatos apurados

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