Raquel Landim
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Coluna da Raquel

Raquel Landim é âncora do SBT News. Formada em jornalismo pela USP, com passagem pelos principais jornais do país, é autora do livro reportagem Why Not sobre a delação da JBS pela editora Intrinseca.

Política

Nunes rebate concessionária: “nem Jesus salva a Enel”

Segundo prefeito, 80% dos locais que ficaram sem energia não tiveram queda de árvores

Imagem da noticia Nunes rebate concessionária: “nem Jesus salva a Enel”
Prefeito Ricardo Nunes | Reprodução
Raquel Landim
• Atualizado em

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), rebateu as críticas da Enel e disse à coluna que “nem Jesus Cristo” salva a concessionária.

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“Nem Jesus Cristo salva a Enel. É muita cara de pau. Um deboche”, afirmou. “Mais de 80% dos locais que ficaram sem energia no último apagão não tinham árvores”.

Mais cedo, o CEO global da Enel, Flavio Cattaneo, afirmou que “só Jesus” salva São Paulo de apagões por causa da quantidade de árvores e dos eventos climáticos extremos.

Está em curso um processo de caducidade da concessão da Enel movido pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).

Em nota, a A Enel rebateu as declarações de Nunes, afimando que não correspondem à realidade.

Segundo a empresa, "mais de 90% dos casos de falta de luz foram decorrentes de causas ambientais, como a queda de árvores e galhos ou o contato da vegetação com a rede elétrica, devido ao impacto dos fortes ventos".

A administração municipal contesta esta versão, pontuando que na maior parte dos casos de falta de energia não houve sequer chuva ou quedas de árvores.

"Em 5 de janeiro de 2025 mais de 200 mil imóveis ficaram sem energia porque a rede da ENEL não suportou uma linha de pipa. Aqui é 100% sem relação com árvores. Em 19 de março de 2024 milhares de imóveis na região central ficaram mais de 5 dias sem energia, também nenhuma árvore caiu", pontuou Nunes.

O prefeito citou outros episódios, como na região da República, em 26 de setembro de 2024, e também no dia 3 de fevereiro de 2025, quando mais de 30 mil imóveis ficaram às escuras nos bairros de Higienópolis, Consolação e Cerqueira César. "Também nenhuma árvore caiu", reforça o prefeito.

"No caso do apagão de 10 de dezembro último, a ENEL tinha informado (mentido) que 2,2 milhões de imóveis ficaram sem energia, mas depois se descobriu que foram 4,4 milhões de imóveis. São 5,8 milhões de imóveis que a ENEL tem como clientes na Cidade de São Paulo, assim 76% dos imóveis foram atingidos. Nesse episódio tiveram 119 árvores caídas que atingiram a rede de energia. Por óbvio, essas árvores não foram as responsáveis por 76% do território atendido que ficou sem energia, inclusive se observa quando se verifica no mapa as áreas sem energia e os locais em que as árvores caíram", complementou o prefeito.

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