Fachin indica que revisão de Bolsonaro irá ao plenário
Relatoria do caso está com Nunes Marques; gabinete da presidência do STF considera incabível que a decisão não receba a palavra final de todos os ministros
O ex-presidente Jair Bolsonaro está em prisão domiciliar | Adriano Machado/Reuters
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, indicou a ministros da Corte que o plenário dará palavra final sobre o pedido de revisão criminal do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.
O ministro Nunes Marques, que é relator do caso, tem dito a interlocutores que quer tratar da situação de Bolsonaro após o segundo turno das eleições. Antes, ele deve ouvir a Procuradoria-Geral da República (PGR).
Diante dos rumores de que Marques poderia inicialmente decidir sozinho, ministros do STF teriam se queixado com Fachin.
O gabinete da presidência do STF considera incabível que a decisão sobre o assunto não receba a palavra final do plenário da Corte, hoje formado por 10 ministros.
Pedidos de revisão criminal do julgamento da tentativa de golpe tramitam desde o ano passado na Corte. A PGR, até aqui, tem se manifestado negativamente sobre todos.
No caso de Jair Bolsonaro, há duas ações de revisão criminal. A mais recente é do fim de setembro, e compara o processo contra o ex-presidente com as acusações que vinculam o ministro Alexandre de Moraes com o Banco Master, e que ainda não foram a julgamento.
























