Venezuela usa jornalistas de IA para evitar repressão no país
Tecnologia foi adotada por uma organização de notícias colombiana com a mídia independente venezuelana, para proteger os profissionais de informação
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Cido Coelho
Operación Retuit leva informações aos venezuelanos e protege jornalistas | Divulgação/Connectas
Para evitar perseguição política na Venezuela, a organização de notícias sediada na Colômbia, desenvolveu apresentadores avatares de inteligência artificial para levar notícias e informações sobre o país e os cidadãos venezuelanos sem comprometer a segurança dos jornalistas.
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Intitulada "Operação Retuit" — que faz referência ao compartilhamento de publicações no X (antigo Twitter) — é realizada pela Connectas e 11 meios de comunicação independentes da Venezuela.
Os personagens e apresentadores El Pana (amigo) e La Chama (a garota) têm o objetivo de transmitir informações dos veículos independentes venezuelanos para mostrar a situação do país.
Casal de apresentadores foi criado em IA para preservar a integridade dos jornalistas venezuelanos | Reprodução/YouTube/Connecta
Além disso, a iniciativa torna-se uma estratégia importante para proteger os profissionais da informação diante de uma possível retaliação do governo de Nicolás Maduro, mantendo a população informada.
Os vídeos estão disponíveis no YouTube e no Instagram. No início de cada vídeo, os apresentadores virtuais alertam que não são reais, mas que as informações são verdadeiras e checadas por jornalistas reais.
"Queremos dizer a vocês que não somos reais. Fomos gerados por inteligência artificial, mas nosso conteúdo é real, verificado, de qualidade e criado por jornalistas", diz El Pana no vídeo.
A Connectas não tem fins lucrativos e busca difundir informações sobre temas-chave em todo o continente americano. Nas primeiras 24 horas, mais de 400 mil pessoas puderam se informar na plataforma.
Iniciativa teve mais de 400 mil visualizações em 24 horas | Divulgação/Connectas
Atualmente, segundo a ONG Repórteres Sem Fronteiras, a Venezuela tem 10 jornalistas presos desde junho, sendo que desses, 8 permanecem detidos por acusações como terrorismo.
"O nome Operação Retuit faz referência a outras operações montadas pelo governo, como a chamada Operação Tun Tun, que busca silenciar, desinformar e semear o medo. Gostaríamos de destacar o impacto positivo que esta iniciativa teve, pois queríamos chamar a atenção para o jornalismo valioso que persevera em muitos cantos da Venezuela", afirma Carlos Eduardo Huertas, diretor da Connectas.
Assista abaixo a um episódio da Operación Retuit:
Venezuela usa jornalistas de IA para evitar repressão no paísTecnologia foi adotada por uma organização de notícias colombiana com a mídia independente venezuelana, para proteger os profissionais de informaçãoTecnologia2024-09-03T15:53:09.093ZPara evitar perseguição política na Venezuela, a organização de notícias sediada na Colômbia, desenvolveu apresentadores avatares de inteligência artificial para levar notícias e informações sobre o país e os cidadãos venezuelanos sem comprometer a segurança dos jornalistas. Intitulada "Operação Retuit" — que faz referência ao compartilhamento de publicações no X (antigo Twitter) — é realizada pela Connectas e 11 meios de comunicação independentes da Venezuela. A iniciativa começou após as eleições de 28 de agosto, que deram e foram e por . Os personagens e apresentadores El Pana (amigo) e La Chama (a garota) têm o objetivo de transmitir informações dos veículos independentes venezuelanos para mostrar a situação do país. Além disso, a iniciativa torna-se uma estratégia importante para proteger os profissionais da informação diante de uma possível retaliação do governo de Nicolás Maduro, mantendo a população informada. Os vídeos estão disponíveis no YouTube e no Instagram. No início de cada vídeo, os apresentadores virtuais alertam que não são reais, mas que as informações são verdadeiras e checadas por jornalistas reais. "Queremos dizer a vocês que não somos reais. Fomos gerados por inteligência artificial, mas nosso conteúdo é real, verificado, de qualidade e criado por jornalistas", diz El Pana no vídeo. A Connectas não tem fins lucrativos e busca difundir informações sobre temas-chave em todo o continente americano. Nas primeiras 24 horas, mais de 400 mil pessoas puderam se informar na plataforma. Atualmente, segundo a ONG Repórteres Sem Fronteiras, a Venezuela tem 10 jornalistas presos desde junho, sendo que desses, 8 permanecem detidos por acusações como terrorismo. "O nome Operação Retuit faz referência a outras operações montadas pelo governo, como a chamada Operação Tun Tun, que busca silenciar, desinformar e semear o medo. Gostaríamos de destacar o impacto positivo que esta iniciativa teve, pois queríamos chamar a atenção para o jornalismo valioso que persevera em muitos cantos da Venezuela", afirma Carlos Eduardo Huertas, diretor da Connectas. Assista abaixo a um episódio da Operación Retuit: São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/tecnologia/venezuela-usa-jornalistas-de-ia-para-evitar-repressao-no-pais