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"Não descansaremos até que a vontade do povo seja respeitada", diz opositor venezuelano

Edmundo González questionou resultado das eleições após ficar em segundo lugar na disputa com Maduro

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Camila Stucaluc
29/07/2024, 08:02 • Atualizado em 29/07/2024, 08:18
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Edmundo González | Reprodução/redes sociais

Edmundo González | Reprodução/redes sociais

O candidato da oposição na Venezuela, Edmundo González, contestou a contagem de votos do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) que deu a vitória ao presidente Nicolás Maduro. Em declaração nesta segunda-feira (29), o político disse que as regras do processo de apuração foram violadas e exigiu um relatório com todos os votos registrados.

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“Nossa mensagem de reconciliação segue vigente. Nossa luta continua e não descansaremos até que a vontade do povo seja respeitada", disse González.

Ele estava acompanhado da líder da oposição venezuelana, Maria Corina. Momentos antes, ela havia afirmado que o partido não reconhecia a vitória de Maduro, uma vez que as pesquisas de boca de urna mostravam González com 70% dos votos, contra 30% do atual presidente. O grupo alegou fraude e denunciou irregularidades no processo de apuração.

"Vencemos e todo mundo sabe disso. Não os derrotamos apenas política e moralmente, hoje os derrotamos com votos", disse Maria. "Recebemos o apoio de muitos chefes de Estado. Eles sabem o que está acontecendo na Venezuela”, acrescentou.

Edmundo González é o principal adversário de Maduro nas eleições. O diplomata aposentado, de 74 anos, concorre pela Plataforma Unitária Democrática (PUD), formada por 11 partidos de centro-esquerda e centro-direita. Ele promete acabar com o “chavismo”, alegando que a ideologia – baseada nas ideias do ex-presidente Hugo Chávez –, está levando o país a uma grande crise social e econômica.

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