Economia

Ibovespa sobe com bolsas de NY, mas fecha com perda semanal de 1,43%

Principal índice da B3 subiu 0,35%, aos 158.473 pontos com impulso de bancos, Vale e Petrobras

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Exame.com
19/12/2025, 22:39 • Atualizado em 19/12/2025, 22:39
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Painel de cotações da B3 | Foto: Germano Lüders/Exame

Painel de cotações da B3 | Foto: Germano Lüders/Exame

O Ibovespa encerrou o pregão desta sexta-feira(19), em alta, sustentado principalmente pelo bom desempenho das principais bolsas de Nova York, mas não evitou uma perda acumulada na semana de 1,43%. O principal índice da B3 subiu 0,35%, aos 158.473 pontos.

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A bolsa brasileira chegou a abrir estável, mas, segundo operadores, foi impulsionada ao longo da tarde pelo avanço do mercado acionário dos Estados Unidos, que subiu com novos dados econômicos reforçando as apostas em um corte de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano) nos próximos meses.

O índice de sentimento do consumidor, elaborado pela Universidade de Michigan, subiu para 52,9 em dezembro, ante 51 em novembro, segundo levantamento final divulgado pela instituição nesta sexta. O resultado veio abaixo da previsão de analistas.

As vendas de moradias usadas nos EUA subiram 0,5% em novembro ante outubro, para o ritmo anual sazonalmente ajustado de 4,13 milhões de unidades, segundo pesquisa da Associação Nacional de Corretoras (NAR, na sigla em inglês). O resultado também ficou aquém da expectativa de analistas consultados pela Dow Jones Newswires, que previam uma alta de 0,7%.

"Isso reacendeu no investidor o otimismo em relação ao reajuste de juros dos Estados Unidos, mais tendencioso a corte. E isso beneficia, assim como no Brasil, os ativos de risco e principalmente as ações", afirmou Bruna Centeno, economista, sócia e Advisor da Blue3 Investimentos.

Nos Estados Unidos, o índice Dow Jones encerrou em alta de 0,38%. O S&P 500 anotou ganhos de 0,88% e o Nasdaq subiu ainda mais, 1,31%, impulsionado pelo setor de tecnologia. A melhora no desempenho do setor nas últimas sessões fez com que as bolsas recuperassem parte das perdas da semana.

"Isso faz preço aqui", afirma Matheus Nascimento, analista de crédito na Oby Capital.

A bolsa brasileira subiu apoiada principalmente nas ações de grandes empresas, as blue chips. As ordinários de Vale (VALE3) e Petrobras (PETR3), de peso no índice, avançaram 0,71%, assim como as de grandes bancos, com destaque para as preferencias do Itaú (ITUB4) e Bradesco (BBDC4), que subiram 0,93% e 0,92%, respectivamente.

Ibovespa acumula perda semanal de 1,43%

Apesar da recuperação no dia, o desempenho semanal do Ibovespa seguiu pressionado por fatores domésticos, segundo analistas.

A leitura mais dura da ata do Copom e as recentes falas do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, adiaram as expectativas de flexibilização da taxa básica de juros, a Selic.

"A interpretação atual é de que não se tem um plano de cortes na mesa por enquanto, adiando as expectativas e corrigindo os ativos de risco. Esse movimento pode ser observado na curva de juros, onde a ponta longa subiu no período", afirmou Marcos Praça, diretor de análise da ZERO Markets Brasil.

Soma-se a isso o aumento da sensibilidade do mercado ao risco político, com o chamado "trade eleitoral" ganhando força diante das incertezas sobre o cenário eleitoral de 2026.

"Na nossa visão, o desempenho ainda reflete um pouco mais o risco político, o mercado começa a refletir cada vez mais e ficar muito mais sensível a informações, principalmente com relação à candidatura, no caso do nome da direita, se vai continuar com o Flávio Bolsonaro ou se o Tarcísio de Freitas vai entrar ou não, se ele vai apoiar o Flávio Bolsonaro", disse Matheus Nascimento, analista de crédito na Oby Capital.

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