Ao menos 35 militares foram presos por sumiço de armas em quartel de SP
Um mês após a descoberta do furto, duas armas de guerra ainda não foram recuperadas

arsenal de guerra de sao paulo
Pelo menos 35 militares já foram presos por causa do sumiço de 21 metralhadoras do Arsenal de Guerra de São Paulo. 20 deles são oficiais do Exército. Um mês após a descoberta do furto, duas armas ainda não foram recuperadas.
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As duas metralhadoras que ainda não foram recuperadas são de calibre .50 - uma arma de guerra capaz de derrubar aeronaves. Apesar do poder de fogo chamar atenção, a chance delas serem usadas por bandidos, segundo militares, são pequenas. O armamento é antigo e ainda faltam peças importantes para o funcionamento.
Das 19 armas que foram recuperadas, 10 foram encontradas pela Polícia Civil e o Exército, abandonadas em veículos, no Rio de Janeiro. Outras nove foram deixadas por bandidos num lamaçal, em São Roque, no interior paulista.
As armas foram retiradas de dentro do quartel no dia 7 de setembro, mas o Exército só percebeu o furto mais de um mês depois, em uma inspeção, no dia 10 de outubro. Todos os militares da unidade chegaram a ficar aquartelados, impedidos de voltar pra casa.
35 militares foram presos disciplinarmente por terem falhado na guarda e no controle do armamento. As penas aplicadas foram de 1 a 20 dias de prisão. Entre os punidos, estão 20 oficiais.
A investigação criminal é mantida em sigilo e ainda não puniu ninguém. A Justiça Militar negou o pedido de prisão preventiva contra seis militares que participaram diretamente do furto, porque ainda faltam provas. Um dos investigados é um cabo que trabalhava como motorista do ex-comandante do Arsenal de Guerra.
Os suspeitos de tentar vender o armamento também são procurados. Duas operações de busca e apreensão foram realizadas, por ordem da Justiça Militar, em uma comunidade em Guarulhos, também na Grande São Paulo. Celulares e computadores foram apreendidos.













