MapBiomas: Brasil perdeu 14% da vegetação nativa em 41 anos
Estudos mostram que a vegetação nativa brasileira caiu de 79% para 65% do território enquanto a agropecuária avançou
SBT News
Desmatamento
Um levantamento divulgado pelo MapBiomas nesta quarta-feira (12) mostra que a vegetação nativa caiu de 79% para 65% do território brasileiro em 41 anos. A maior parte das áreas que permaneceram sem mudança corresponde a formações naturais. Amazônia e Cerrado registraram as maiores perdas acumuladas de vegetação nativa desde 1985.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
De acordo com o estudo, o cruzamento com dados do MapBiomas Atmosfera, indica maior impacto nos anos de El Niño em áreas onde predominam agropecuária do que em áreas onde predominam florestas, especialmente na Amazônia.
Vinte e cinco estados e DF reduziram a participação da vegetação nativa entre 1985 e 2025 e a agropecuária ampliou presença de 18% para 32% do território nacional de 1985 a 2025.
O retrato revela uma paisagem em que áreas naturais continuam a ser reduzidas e ficam expostas aos efeitos de extremos climáticos, como secas e enchentes, fenômenos agravados em anos de El Niño.
Os dados fazem parte da Coleção 11 do MapBiomas, que acompanha anualmente as mudanças no território e no uso da terra no Brasil desde 1985 e, nesta edição, reúne 33 classes de mapeamento.
O El Niño
Os biomas brasileiros têm registrado secas ou chuvas cada vez mais intensas em anos com El Niño de maior intensidade. Os dados apontam diferenças regionais desses efeitos sobre as áreas com vegetação nativa e as áreas com uso agropecuário.
A Amazônia apresentou o maior déficit de precipitação entre os biomas em eventos de El Niño analisados. No último El Niño (2023/2024), a maior redução de chuvas foi observada nas áreas de agropecuária no bioma Amazônia (178 mm abaixo da média climatológica). No Cerrado e na porção norte da Mata Atlântica, a seca se acentua a cada novo evento de El Niño, principalmente nas áreas de vegetação nativa. No Pantanal, o último El Niño teve efeito na redução das precipitações, sendo que 2024 foi o ano mais seco da série histórica mapeada.
Já no sul do Brasil, os eventos de El Niño produziram excesso de chuva, considerando as anomalias de precipitação entre setembro e novembro. No Pampa, foi constatado que o excesso de chuvas foi maior nas áreas agropecuárias do que nas áreas de vegetação nativa em dois eventos de El Niño analisados.
“Esse excesso de chuvas nas áreas agropecuárias provoca, em muitos casos, perdas nas lavouras e erosão dos solos agrícolas, o que é agravado pela redução da vegetação nativa que atua na proteção do solo e na maior infiltração da água da chuva”, explica Eduardo Vélez, da equipe do Pampa no MapBiomas.
Ao longo de 41 anos, cerca de um terço (33%) do território brasileiro sofreu pelo menos uma mudança de cobertura e uso da terra, e 67% permaneceu estável. Entre os anos de 1985 e 2025, um terço (28%) do Brasil passou por transições na cobertura e no uso da terra, variando entre biomas.
As florestas do Brasil em 41 anos
A Formação Florestal perdeu 65 milhões de hectares em 41 anos e continua sendo a principal cobertura natural do Brasil, com 359,5 milhões de hectares em 2025, o equivalente a 42,3% do território nacional. Foi a cobertura que apresentou a maior redução absoluta desde 1985, com perda acumulada de 65 milhões de hectares. No entanto, apesar dessa diminuição, as formações florestais continuam concentrando grande parte das áreas que permaneceram sem mudança ao longo dos últimos 41 anos. Dos 557 milhões de hectares mapeados com a mesma classe de cobertura ou uso da terra de 1985 a 2025, cerca de 335 milhões de hectares correspondem à Formação Florestal.
MapBiomas: Brasil perdeu 14% da vegetação nativa em 41 anosEstudos mostram que a vegetação nativa brasileira caiu de 79% para 65% do território enquanto a agropecuária avançouBrasil2026-08-12T16:16:49.705ZUm levantamento divulgado pelo MapBiomas nesta quarta-feira (12) mostra que a vegetação nativa caiu de 79% para 65% do território brasileiro em 41 anos. A maior parte das áreas que permaneceram sem mudança corresponde a formações naturais. Amazônia e Cerrado registraram as maiores perdas acumuladas de vegetação nativa desde 1985. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. + De acordo com o estudo, o cruzamento com dados do MapBiomas Atmosfera, indica maior impacto nos anos de El Niño em áreas onde predominam agropecuária do que em áreas onde predominam florestas, especialmente na Amazônia. Vinte e cinco estados e DF reduziram a participação da vegetação nativa entre 1985 e 2025 e a agropecuária ampliou presença de 18% para 32% do território nacional de 1985 a 2025. O retrato revela uma paisagem em que áreas naturais continuam a ser reduzidas e ficam expostas aos efeitos de extremos climáticos, como secas e enchentes, fenômenos agravados em anos de El Niño. Os dados fazem parte da Coleção 11 do MapBiomas, que acompanha anualmente as mudanças no território e no uso da terra no Brasil desde 1985 e, nesta edição, reúne 33 classes de mapeamento. O El Niño Os biomas brasileiros têm registrado secas ou chuvas cada vez mais intensas em anos com El Niño de maior intensidade. Os dados apontam diferenças regionais desses efeitos sobre as áreas com vegetação nativa e as áreas com uso agropecuário. A Amazônia apresentou o maior déficit de precipitação entre os biomas em eventos de El Niño analisados. No último El Niño (2023/2024), a maior redução de chuvas foi observada nas áreas de agropecuária no bioma Amazônia (178 mm abaixo da média climatológica). No Cerrado e na porção norte da Mata Atlântica, a seca se acentua a cada novo evento de El Niño, principalmente nas áreas de vegetação nativa. No Pantanal, o último El Niño teve efeito na redução das precipitações, sendo que 2024 foi o ano mais seco da série histórica mapeada. Já no sul do Brasil, os eventos de El Niño produziram excesso de chuva, considerando as anomalias de precipitação entre setembro e novembro. No Pampa, foi constatado que o excesso de chuvas foi maior nas áreas agropecuárias do que nas áreas de vegetação nativa em dois eventos de El Niño analisados. “Esse excesso de chuvas nas áreas agropecuárias provoca, em muitos casos, perdas nas lavouras e erosão dos solos agrícolas, o que é agravado pela redução da vegetação nativa que atua na proteção do solo e na maior infiltração da água da chuva”, explica Eduardo Vélez, da equipe do Pampa no MapBiomas. + As transformações no território brasileiro Ao longo de 41 anos, cerca de um terço (33%) do território brasileiro sofreu pelo menos uma mudança de cobertura e uso da terra, e 67% permaneceu estável. Entre os anos de 1985 e 2025, um terço (28%) do Brasil passou por transições na cobertura e no uso da terra, variando entre biomas. As florestas do Brasil em 41 anos A Formação Florestal perdeu 65 milhões de hectares em 41 anos e continua sendo a principal cobertura natural do Brasil, com 359,5 milhões de hectares em 2025, o equivalente a 42,3% do território nacional. Foi a cobertura que apresentou a maior redução absoluta desde 1985, com perda acumulada de 65 milhões de hectares. No entanto, apesar dessa diminuição, as formações florestais continuam concentrando grande parte das áreas que permaneceram sem mudança ao longo dos últimos 41 anos. Dos 557 milhões de hectares mapeados com a mesma classe de cobertura ou uso da terra de 1985 a 2025, cerca de 335 milhões de hectares correspondem à Formação Florestal.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/map-biomas-brasil-perdeu-14-da-vegetacao-nativa-em-41-anos
Flávio deverá ter dois palanques em MG, diz deputado do PL
Sávio vê união de candidatos da direita, Cleitinho, Roscoe e Simões, em eventual 2º turno e afirma que tentou chapa com nome do Republicanos "até o último dia"