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Trump diz que EUA têm controle total de Ormuz; Irã nega

Teerã afirma que o estreito permanece fechado; os dois países não conseguem chegar a consenso nas negociações

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André de Sena, com informações da Reuters
Presidente dos EUA, Donald Trump |  REUTERS/Evelyn Hockstein

Presidente dos EUA, Donald Trump | REUTERS/Evelyn Hockstein

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira (12) que Washington tem "controle total" sobre o estreito de Ormuz. A declaração foi feita pelo norte-americano através de uma postagem em sua rede social, a Truth Social.

"Os EUA têm controle total sobre o Estreito de Ormuz. ACREDITO QUE VAMOS MANTÊ-LO! Nosso bloqueio naval está sendo chamado, por todos, de 'MURO DE AÇO', e não há nada que o Irã possa fazer a respeito. Eles não têm Marinha, não têm Força Aérea, seus soldados restantes não recebem pagamento, a Guarda Revolucionária Islâmica está dizimada e em fuga, e sua 'liderança' é incerta, na melhor das hipóteses! Eles não têm dinheiro - seu país está "acabado". Tudo o que eles têm são NOTÍCIAS FALSAS e INFLAÇÃO de 300%, e piorando! O Irã só fala e não age, não é mais o valentão do Oriente Médio. Louvado seja Alá!"
Postagem feita por Trump nesta quarta-feira | Reprodução/Redes Sociais
Postagem feita por Trump nesta quarta-feira | Reprodução/Redes Sociais

O post contradiz as informações divulgadas pelo Irã. Nesta terça-feira, o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do país, Mohsen Rezaei, afirmou que o estreito de Ormuz permanecerá fechado enquanto os Estados Unidos não aceitarem as condições do governo iraniano.

De acordo com fontes iranianas ouvidas pela agência de notícias Reuters, Washington e Teerã continuam divergindo nas negociações para dar um fim à guerra. Os dois países não se comunicam diretamente. As conversas ocorrem com ajuda de mediadores dos governos de Catar, Omã e Paquistão.

Em junho, foi firmado um acordo provisório que determinava o "término imediato e permanente das operações militares em todas as frentes" e estipulava um período de 60 dias para que os dois lados chegassem a uma solução que limitasse o programa nuclear de Teerã e suspendesse as sanções norte-americanas. Poucos dias após ela ter início, os dois países voltaram a se acusar de descumprir os termos.

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O Irã chegou a exigir uma indenização pelos danos sofridos ao longo da guerra. Esse posicionamento incomodou Trump. Na segunda-feira, o presidente norte-americano disse que Washington também exige uma compensação de Teerã "por todas as pessoas que eles mataram e feriram gravemente com suas bombas de beira de estrada e nos muitos conflitos pelos quais são famosos".

Antes de Trump começar a guerra, cerca de um quinto do fluxo global de petróleo e gás natural liquefeito passava por Ormuz. Desde o início dos ataques, os contratos futuros do barril tipo Brent, referência internacional, chegaram a atingir um pico de US$ 126 por unidade, aproximadamente 75% acima dos níveis pré-guerra.

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