Irã mantém Estreito de Ormuz fechado e exige acordo com EUA
Secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional afirma que reabertura depende do fim da guerra e do cumprimento das exigências de Teerã
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Julia Delaosa, Reuters
Embarcações no Estreito de Ormuz | Reprodução Reuters/Stringer
O Estreito de Ormuz permanecerá fechado enquanto os Estados Unidos não mudarem seu comportamento e aceitarem as condições do Irã para pôr fim à guerra, afirmou nesta terça-feira (11) o recém-nomeado secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã.
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A declaração é a indicação mais clara até o momento de que qualquer acordo nas negociações com Omã sobre o Estreito não levaria à reabertura imediata do estreito à navegação, caso os Estados Unidos também não cumpram seus compromissos que estão no memorando de entendimento para o fim do conflito, firmado entre Washington e Teerã em junho.
“Enquanto os Estados Unidos não mudarem seu comportamento e não aceitarem as condições do Irã, o Estreito de Ormuz não será aberto”, afirmou Mohsen Rezaei, aliado próximo do líder supremo, o aiatolá Mojtaba Khamenei, segundo a agência de notícias semioficial Tasnim.
“Os Estados Unidos devem pôr fim à guerra, devolver os ativos congelados do Irã; a guerra deve terminar em toda a região, incluindo no Líbano e em Gaza”, afirmou ele.
Rezaei também afirmou que um eventual acordo entre Irã e Omã para permitir a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz seria separado da decisão de reabrir completamente a via navegável.
“Se for alcançado um acordo entre o Irã e Omã a respeito da rota de trânsito pelo Estreito de Ormuz, esse acordo será uma questão separada do fechamento do Estreito de Ormuz.”
O presidente americano afirmou na segunda-feira (10) que, como o Irã busca indenização como parte das negociações de paz, ele agora pretende exigir o mesmo para o lado americano.
Rezaei, nomeado no domingo (9) como segundo no comando do órgão que coordena a segurança e a política externa do Irã, disse que as condições foram transmitidas aos Estados Unidos por meio de mediadores.
Mohammad Mokhber, assessor de Khamenei, também afirmou no X, nestaterça-feira, que “a punição ao agressor continua, e o Estreito de Ormuz não será reaberto até que as condições do Irã sejam atendidas”.
Não houve comentário imediato de Washington sobre as últimas declarações do Irã, mas o presidente Donald Trump já havia apresentado uma nova exigência dos EUA: que o Irã pague indenização pelas pessoas mortas em guerras, ataques e protestos. Trump também acusou Teerã de ser um “negociador dissimulado”.
“Vamos exigir dinheiro pelos danos que eles causaram ao longo de um período de 50 anos”, disse Trump na Casa Branca na segunda-feira (10).
Em uma entrevista, ele descreveu algumas de suas opções atuais na guerra : “apenas deixar rolar” e permitir que Teerã entre em colapso econômico ou atingi-los com “muita, muita força”.
Trump tem alternado entre ameaças de escalada e afirmações de que um acordo de paz é iminente.
Pressão econômica sobre o Irã
Trump, disse que iniciou a guerra contra o Irã depois que 50 anos de pressão econômica não conseguiram conter as ambições nucleares do país, mas agora ele aposta que mais um aperto financeiro possa pôr fim ao conflito.
O governo de Trump espera que meses de bombardeios tenham levado a economia do Irã a um ponto de ruptura que forçará sua liderança a ceder às exigências de encerrar seu programa nuclear e reabrir totalmente o Estreito de Ormuz para navios-tanque de petróleo e gás natural.
Antes que a retórica se intensificasse novamente, o Paquistão, um dos principais mediadores no conflito, juntamente com o Catar, havia despertado esperanças de que os dois lados pudessem estar se aproximando de um acordo, o que levaria à reabertura de Ormuz.
“Os sinais dos últimos dois ou três dias indicam que estamos próximos de algum tipo de acordo”, disse o ministro da Defesa do Paquistão, Khawaja Asif, em entrevista à Bloomberg News.
Irã mantém Estreito de Ormuz fechado e exige acordo com EUASecretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional afirma que reabertura depende do fim da guerra e do cumprimento das exigências de TeerãMundo2026-08-11T19:38:58.448ZO Estreito de Ormuz permanecerá fechado enquanto os Estados Unidos não mudarem seu comportamento e aceitarem as condições do Irã para pôr fim à guerra, afirmou nesta terça-feira (11) o recém-nomeado secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. A declaração é a indicação mais clara até o momento de que qualquer acordo nas negociações com Omã sobre o Estreito não levaria à reabertura imediata do estreito à navegação, caso os Estados Unidos também não cumpram seus compromissos que estão no memorando de entendimento para o fim do conflito, firmado entre Washington e Teerã em junho. Irã apresenta condições para reabrir o estreito “Enquanto os Estados Unidos não mudarem seu comportamento e não aceitarem as condições do Irã, o Estreito de Ormuz não será aberto”, afirmou Mohsen Rezaei, aliado próximo do líder supremo, o aiatolá Mojtaba Khamenei, segundo a agência de notícias semioficial Tasnim. “Os Estados Unidos devem pôr fim à guerra, devolver os ativos congelados do Irã; a guerra deve terminar em toda a região, incluindo no Líbano e em Gaza”, afirmou ele. Rezaei também afirmou que um eventual acordo entre Irã e Omã para permitir a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz seria separado da decisão de reabrir completamente a via navegável. “Se for alcançado um acordo entre o Irã e Omã a respeito da rota de trânsito pelo Estreito de Ormuz, esse acordo será uma questão separada do fechamento do Estreito de Ormuz.” Trump fala em exigir indenização O presidente americano afirmou na segunda-feira (10) que, como o Irã busca indenização como parte das negociações de paz, ele agora pretende exigir o mesmo para o lado americano. Rezaei, nomeado no domingo (9) como segundo no comando do órgão que coordena a segurança e a política externa do Irã, disse que as condições foram transmitidas aos Estados Unidos por meio de mediadores. Mohammad Mokhber, assessor de Khamenei, também afirmou no X, nesta terça-feira, que “a punição ao agressor continua, e o Estreito de Ormuz não será reaberto até que as condições do Irã sejam atendidas”. Não houve comentário imediato de Washington sobre as últimas declarações do Irã, mas o presidente Donald Trump já havia apresentado uma nova exigência dos EUA: que o Irã pague indenização pelas pessoas mortas em guerras, ataques e protestos. Trump também acusou Teerã de ser um “negociador dissimulado”. “Vamos exigir dinheiro pelos danos que eles causaram ao longo de um período de 50 anos”, disse Trump na Casa Branca na segunda-feira (10). Em uma entrevista, ele descreveu algumas de suas opções atuais na guerra : “apenas deixar rolar” e permitir que Teerã entre em colapso econômico ou atingi-los com “muita, muita força”. Trump tem alternado entre ameaças de escalada e afirmações de que um acordo de paz é iminente. Pressão econômica sobre o Irã Trump, disse que iniciou a guerra contra o Irã depois que 50 anos de pressão econômica não conseguiram conter as ambições nucleares do país, mas agora ele aposta que mais um aperto financeiro possa pôr fim ao conflito. O governo de Trump espera que meses de bombardeios tenham levado a economia do Irã a um ponto de ruptura que forçará sua liderança a ceder às exigências de encerrar seu programa nuclear e reabrir totalmente o Estreito de Ormuz para navios-tanque de petróleo e gás natural. Antes que a retórica se intensificasse novamente, o Paquistão, um dos principais mediadores no conflito, juntamente com o Catar, havia despertado esperanças de que os dois lados pudessem estar se aproximando de um acordo, o que levaria à reabertura de Ormuz. “Os sinais dos últimos dois ou três dias indicam que estamos próximos de algum tipo de acordo”, disse o ministro da Defesa do Paquistão, Khawaja Asif, em entrevista à Bloomberg News. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/ira-mantem-estreito-de-ormuz-fechado-e-exige-acordo-com-eua
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