Saúde

Recall de fórmula infantil é preventivo e não representa risco à saúde, diz especialista

Renato Kfouri, da Sociedade Brasileira de Pediatria, afirma que não há registros de casos graves ligados aos lotes suspensos

O médico infectologista Renato Kfouri, secretário do Departamento de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria, afirmou em entrevista ao SBT News nesta quinta-feira (8), que a proibição da comercialização, distribuição e uso de alguns lotes de fórmulas infantis da Nestlé não deve causar alarme entre pais e responsáveis.

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Segundo o especialista, a medida foi adotada de forma preventiva pelo próprio fabricante, após a identificação de uma possível contaminação por uma bactéria comum no ambiente. Até o momento, não há registro de casos graves, internações ou quadros clínicos associados ao consumo das fórmulas envolvidas.

“O recado é de tranquilidade. Não existe documentação de intoxicação ou de sintomas graves relacionados a essas fórmulas. Foi um recall preventivo do laboratório, e os lotes já foram recolhidos”, afirmou Kfouri.

O médico explicou que, em concentrações elevadas, o microrganismo pode eventualmente produzir toxinas capazes de provocar sintomas gastrointestinais leves, como diarreia, vômitos e dor abdominal, sobretudo em crianças mais novas, cujo sistema imunológico ainda é imaturo. No entanto, reforçou que não há relatos de surtos ou de quadros clínicos relevantes relacionados a esse episódio.

A orientação às famílias que tenham os produtos em casa é interromper o uso dos lotes suspensos e substituí-los por outro lote da mesma fórmula ou por produto equivalente de outro fabricante. "Não há problema em manter a mesma marca, desde que seja um lote diferente”, destacou.

Kfouri ressaltou ainda que as fórmulas infantis são alimentos seguros e adequados quando o aleitamento materno não é possível ou precisa ser complementado.

Durante a entrevista, o infectologista também manifestou preocupação com mudanças recentes no calendário vacinal dos Estados Unidos, que reduziram a recomendação de algumas vacinas de rotina. Para o especialista, a decisão representa um retrocesso e pode ter impacto global, em um contexto de intensa circulação internacional de pessoas.

“Vacinas que antes eram de rotina passaram a ser indicadas apenas para grupos de risco ou para decisão individual, o que enfraquece a percepção da importância da imunização. Isso afeta não só os Estados Unidos, mas o mundo inteiro”, alertou.

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