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Rússia cita ataques e pede que estrangeiros deixem Kiev

Ameaça foi criticada pelo governo ucraniano, que pediu aos aliados que não cedam à "chantagem russa"

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Camila Stucaluc
26/05/2026, 08:25 • Atualizado em 26/05/2026, 08:25
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Rússia ameaça lançar novos ataques e pede que estrangeiros deixem Kiev | Reuters

Rússia ameaça lançar novos ataques e pede que estrangeiros deixem Kiev | Reuters

A Rússia pediu que cidadãos estrangeiros, incluindo equipes diplomáticas, deixem a cidade de Kiev o mais rápido possível. O alerta, publicado na segunda-feira (25), ocorre em meio ao planejamento de novos “ataques sistemáticos” contra a região, em resposta ao bombardeio ucraniano que teria atingido um prédio educacional na região de Luhansk, controlada por Moscou.

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“Os ataques serão realizados tanto em centros de tomada de decisão quanto em postos de comando. Devido ao fato de que as instalações estão dispersas por Kiev, alertamos cidadãos estrangeiros para deixarem a cidade o mais rápido possível e os moradores para não se aproximarem da infraestrutura militar e administrativa do regime de Zelensky”, disse o Ministério de Relações Exteriores russo.

O alerta foi criticado pelo ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, que pediu aos aliados de Kiev que não cedam à "chantagem russa". As Forças Armadas ucranianas negaram a responsabilidade pelo ataque em Luhansk, afirmando que o bombardeio, feito por um drone, atingiu uma unidade de comando de drones de elite na região.

Pelas redes sociais, a chefe da missão da União Europeia (UE) em Kiev, Katarina Mathernova, afirmou que o alerta russo tem o objetivo de semear o pânico. "A Rússia quer medo. Pânico. Isolamento da Ucrânia. Isso não vai funcionar. A UE não vai a lugar nenhum. Ficaremos em Kiev. Ficaremos com a Ucrânia”, escreveu.

A ameaça russa acontece poucos dias após o país lançar um ataque massivo contra Kiev, com mais de 600 drones e 90 mísseis, incluindo o míssil hipersônico Oreshnik. Essa foi a terceira vez que o míssil, capaz de transportar ogivas nucleares ou convencionais, foi usado na Ucrânia. Nas últimas vezes, o projétil foi disparado contra a cidade de Lviv, em janeiro deste ano, e contra Dnipro, em novembro de 2024.

Conversa com EUA

Em meio ao aumento das hostilidades, o chanceler russo, Sergei Lavrov, conversou por telefone com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio — que auxilia nas negociações para encerrar a guerra. Na ligação, o diplomata justificou os novos ataques como "uma resposta aos contínuos ataques terroristas do regime de Kiev" contra civis na Rússia.

Paralelamente, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que continua trabalhando com aliados na defesa aérea da Ucrânia, inclusive com os Estados Unidos. “A Europa está nos ajudando financeiramente. Mas uma liderança forte dos Estados Unidos na expansão da produção antibalística também é urgentemente necessária”, disse.

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