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EUA dão ultimato para Irã cessar ataques em Ormuz até sábado

Governo Trump exige que Teerã reconheça publicamente a abertura do Estreito de Ormuz e encerre os ataques contra navios comerciais

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Sofia Pilagallo
10/07/2026, 22:52 • Atualizado em 10/07/2026, 22:52
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Embarcações no Estreito de Ormuz, vistas de Musandam, em Omã | Foto: Reuters/Stringer - 08.07.2026

Embarcações no Estreito de Ormuz, vistas de Musandam, em Omã | Foto: Reuters/Stringer - 08.07.2026

Os Estados Unidos deram um ultimato ao Irã para que interrompa os ataques contra embarcações comerciais no Estreito de Ormuz até este sábado (11), informou o site "Axios", citando três autoridades americanas. O governo de Donald Trump exige que Teerã faça uma declaração pública reconhecendo que a passagem marítima está aberta à navegação e se comprometa a encerrar os disparos contra navios comerciais.

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A expectativa dos EUA é que o governo iraniano se manifeste após uma reunião entre o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, e o ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr al-Busaidi, marcada para este sábado em Mascate, capital de Omã. De acordo com autoridades americanas, a exigência foi transmitida diretamente ao governo iraniano e também por meio de mediadores regionais.

"Queremos que eles digam publicamente que vão parar de atirar em navios e reconheçam, explicitamente ou pelo menos implicitamente, que erraram. Estamos trabalhando nisso agora", afirmou um oficial americano. "Esperamos que os iranianos digam... que todos os canais do estreito estarão abertos e que o tráfego será gratuito."

Os EUA acusam o Irã de violar o memorando de entendimento firmado há três semanas o realizar sucessivos ataques contra embarcações no Estreito de Ormuz, o que colocou o acordo à beira do colapso. Para Washington, o descumprimento reforça dúvidas sobre a disposição de Teerã de cumprir um eventual acordo nuclear.

Nos bastidores, autoridades americanas afirmam que representantes iranianos procuraram Washington após dois dias de confrontos e sinalizaram interesse em retomar as negociações. Segundo um funcionário ouvido pelo "Axios", os iranianos reconheceram que "cometeram um erro" e manifestaram disposição para continuar o diálogo.

Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei contestou essa versão e disse que o Irã apenas aceitou um pedido de mediação feito pelo Catar. Ele acrescentou que Teerã continua comprometido com a manutenção dos serviços de navegação e que coopera com Omã na gestão do tráfego marítimo.

Apesar da retomada dos contatos diplomáticos, integrantes do governo Trump afirmaram que haverá "consequências severas" caso o Irã não atenda às exigências americanas. Os EUA já realizaram duas rodadas de ataques contra alvos iranianos em resposta aos disparos contra navios em Ormuz e dizem manter abertas tanto a via diplomática quanto alternativas caso um acordo nuclear não avance.

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