Lindbergh pede medidas contra publicitário ligado a Vorcaro
Em petição protocolada nesta sexta (10), o deputado federal sugere que STF coloque tornozeleira eletrônica em Thiago Miranda
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Artur Maldaner
10/07/2026, 22:38 • Atualizado em 10/07/2026, 22:52
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O deputado federal Lindbergh Farias | Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) protocolou nesta sexta (10) uma petição juntou ao Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da 10ª fase da Operação Compliance Zero, para a adoção de medidas cautelares contra Thiago Miranda, fundador da agência MiThi.
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O publicitário foi associado a um suposto núcleo ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, que teria sido criado para manipular a opinião pública e intimidar jornalistas para proteger os interesses do banco.
A petição pede que o STF determine a monitoração eletrônica dos mencionados, a entrega de seus passaportes, proibição de saída do país e a restrição de contato com vítimas, testemunhas, jornalistas, influenciadores e investigados, além de comparecimento periódico em juízo.
O parlamentar também defendeu a adoção de medidas cautelares contra Marcelo Rennó, influenciador de direita com mais de 1,3 milhões de seguidores nas redes sociais.
Segundo Lindbergh, Rennó teria atuado como “executor remunerado no núcleo informacional do esquema”, recebendo valores em contratos intermediados pela Agência MiThi e agindo de acordo com os interesses do esquema.
Cumprimento de mandados
A Polícia Federal cumpriu, nessa quinta (9), dois mandados de busca e apreensão contra Thiago Miranda. As investigações apontam que Miranda seria responsável por contratar influenciadores e jornalistas para criarem publicações favoráveis ao Banco Master e fazer críticas ao Banco Central.
As apurações também identificaram uma suposta estratégia de intimidação de jornalistas que publicaram reportagens sobre o Banco Master. Entre as vítimas está Malu Gaspar, de O Globo, que produziu uma série de reportagens sobre a instituição financeira e seu dono, Daniel Vorcaro.
Em nota, a defesa de Thiago Miranda nega as suspeitas apontadas na Operação Compliance Zero.
"Thiago Miranda sempre pautou sua atuação profissional pela legalidade, pela transparência e pelo respeito às instituições e pelo livre exercício da liberdade de expressão, não tendo praticado qualquer ato criminoso, tampouco participado de conduta destinada a intimidar, coagir, constranger ou violar direitos de terceiros", afirmou.
Influenciador é alvo
Citado na petição, Rennó é um dos 40 influenciadores identificados pela Polícia Federal, que teriam recebido valores por meio do esquema. Os documentos registraram o pagamento de R$ 78,4 mil à agência de Paulo & Renno Ltda.
Em publicação nas redes sociais, data do início de maio, o comunicador político explicou que aceitou um contrato para comentar notícias de ampla circulação. “O contrato dizia que eu poderia recusar qualquer notícia que não estivesse de acordo com a minha opinião”, comentou.
No vídeo, Rennó comenta que, um tempo após assinar o contrato, começou a receber críticas por parte da agência, porque teria feito vídeos que condenavam o Banco Master. “Aí percebi que poderia se tratar de uma agência de contenção de imagem do Daniel Vorcaro, e pedi a rescisão do contrato imediatamente”, disse.
Ao SBT News, Rennó afirmou que nunca conversou com Thiago Mirando ou Daniel Vorcaro, e não teria atuação no esquema que está sendo alvo de operação.
Lindbergh pede medidas contra publicitário ligado a VorcaroEm petição protocolada nesta sexta (10), o deputado federal sugere que STF coloque tornozeleira eletrônica em Thiago Miranda
Política2026-07-10T22:38:26.733ZO deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) protocolou nesta sexta (10) uma petição juntou ao Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da 10ª fase da Operação Compliance Zero, para a adoção de medidas cautelares contra Thiago Miranda, fundador da agência MiThi. O publicitário foi associado a um suposto núcleo ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, que teria sido criado para manipular a opinião pública e intimidar jornalistas para proteger os interesses do banco. A petição pede que o STF determine a monitoração eletrônica dos mencionados, a entrega de seus passaportes, proibição de saída do país e a restrição de contato com vítimas, testemunhas, jornalistas, influenciadores e investigados, além de comparecimento periódico em juízo. O parlamentar também defendeu a adoção de medidas cautelares contra Marcelo Rennó, influenciador de direita com mais de 1,3 milhões de seguidores nas redes sociais. Segundo Lindbergh, Rennó teria atuado como “executor remunerado no núcleo informacional do esquema”, recebendo valores em contratos intermediados pela Agência MiThi e agindo de acordo com os interesses do esquema. Cumprimento de mandados A Polícia Federal cumpriu, nessa quinta (9), dois mandados de busca e apreensão contra Thiago Miranda. As investigações apontam que Miranda seria responsável por contratar influenciadores e jornalistas para criarem publicações favoráveis ao Banco Master e fazer críticas ao Banco Central. As apurações também identificaram uma suposta estratégia de intimidação de jornalistas que publicaram reportagens sobre o Banco Master. Entre as vítimas está Malu Gaspar, de O Globo, que produziu uma série de reportagens sobre a instituição financeira e seu dono, Daniel Vorcaro. Em nota, a defesa de Thiago Miranda nega as suspeitas apontadas na Operação Compliance Zero. "Thiago Miranda sempre pautou sua atuação profissional pela legalidade, pela transparência e pelo respeito às instituições e pelo livre exercício da liberdade de expressão, não tendo praticado qualquer ato criminoso, tampouco participado de conduta destinada a intimidar, coagir, constranger ou violar direitos de terceiros", afirmou. Influenciador é alvo Citado na petição, Rennó é um dos 40 influenciadores identificados pela Polícia Federal, que teriam recebido valores por meio do esquema. Os documentos registraram o pagamento de R$ 78,4 mil à agência de Paulo & Renno Ltda. Em publicação nas redes sociais, data do início de maio, o comunicador político explicou que aceitou um contrato para comentar notícias de ampla circulação. “O contrato dizia que eu poderia recusar qualquer notícia que não estivesse de acordo com a minha opinião”, comentou. No vídeo, Rennó comenta que, um tempo após assinar o contrato, começou a receber críticas por parte da agência, porque teria feito vídeos que condenavam o Banco Master. “Aí percebi que poderia se tratar de uma agência de contenção de imagem do Daniel Vorcaro, e pedi a rescisão do contrato imediatamente”, disse. Ao SBT News, Rennó afirmou que nunca conversou com Thiago Mirando ou Daniel Vorcaro, e não teria atuação no esquema que está sendo alvo de operação.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/lindbergh-pede-medidas-contra-publicitario-ligado-a-vorcaro