Trump diz que deixou instruções caso Irã tente assassiná-lo
Presidente dos EUA disse que o país seria bombardeado "em níveis que eles nunca viram antes" e voltou a dizer que é alvo número 1

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump | Reprodução
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que deixou instruções para uma resposta militar contra o Irã caso seja assassinado em um atentado atribuído ao regime iraniano. Segundo ele, Teerã tenta matá-lo há anos e, se isso acontecer, a reação dos Estados Unidos será devastadora.
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"Estou na lista deles há muito tempo. É com isso que estamos lidando", disse Trump em entrevista ao New York Post divulgada nesta sexta-feira (10). "A única coisa é que deixei instruções: se alguma coisa acontecer comigo, que eles literalmente bombardeiem o Irã em níveis que eles nunca viram antes."
A declaração foi dada após relatos de que Israel teria compartilhado informações de inteligência sobre uma possível ameaça contra Trump. Ele, porém, negou que houvesse um novo plano em andamento.
"Sou o alvo número 1 [na lista de mortes do Irã] há muito tempo. É assim que a vida é". Trump também comentou que convive com essa ameaça há anos e chegou a dizer, em tom resignado: "Espero que vocês sintam minha falta."
As ameaças do governo iraniano contra Trump remontam a 2020, quando ele autorizou a operação que matou o general iraniano Qasem Soleimani. Além disso, em fevereiro, o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, foi morto em uma operação militar conjunta realizada pelos Estados Unidos e por Israel.
Durante a cúpula da OTAN, em Ancara, na Turquia, Trump voltou a afirmar que continua sendo o principal alvo do regime iraniano. "Eles tinham líderes, e eles se foram. Depois tiveram outro grupo de líderes, e eles também se foram. Agora têm outro grupo de líderes, eles também podem desaparecer, quem sabe? E sabe de uma coisa? Eu também posso desaparecer", declarou.
Fim do cessar-fogo
Trump encerrou o cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã e o memorando de entendimento que vinha sendo negociado entre os dois países após acusar o país do Oriente Médio de atacar três embarcações no Estreito de Ormuz. Em resposta, ele revogou a flexibilização das sanções ao petróleo iraniano e autorizou quase 200 bombardeios contra alvos no país.
Nesta sexta-feira, o presidente disse que o Irã pediu a continuação das negociações e os EUA concordaram, mas reafirmou que o cessar-fogo acabou. Após três dias de ofensivas entre os dois países, por enquanto nenhum ataque foi relatado hoje.
"A República Islâmica do Irã nos pediu para continuarmos as negociações. Concordamos em fazê-lo, mas os Estados Unidos declararam a eles, em termos inequívocos, que o cessar-fogo acabou", escreveu ele na rede social Truth Social.
O Irã não respondeu oficialmente à postagem de Trump, mas seu principal negociador, Mohammad Baqer Qalibaf, disse em comentários publicados no Telegram que a guerra nunca terminaria com a rendição de Teerã. A República Islâmica estaria pronta para uma “defesa total” caso os EUA traíssem um memorando de entendimento firmado no mês passado, acrescentou ele.
O acordo provisório tinha como objetivo abrir caminho para o fim do conflito que já se estende por cinco meses, deixou milhares de mortos, afetou o abastecimento global de energia e aumentou os temores de uma recessão econômica mundial.














