Saúde

Infecção polimicrobiana: entenda condição que afeta papa Francisco

Pontífice está em "quadro clínico complexo" que impacta vias respiratórias; não há previsão de alta até o momento, informou a Santa Sé

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Wagner Lauria Jr.
Papa Francisco enfrente uma infecção polimicrobiana nas vias respiratórias | Divulgação/Vaticano

Papa Francisco enfrente uma infecção polimicrobiana nas vias respiratórias | Divulgação/Vaticano

O papa Francisco está com uma infecção polimicrobiana nas vias respiratórias, segundo informações do Vaticano, divulgadas nesta segunda-feira (17).

De acordo com comunicado oficial, após o diagnóstico, o tratamento do pontífice, de 88 anos, foi ajustado, uma vez que ele está em um "quadro clínico complexo". Além disso, não há previsão de alta.

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"Os resultados dos testes realizados nos últimos dias e hoje demonstraram uma infecção polimicrobiana do trato respiratório que levou a uma nova modificação da terapia. Todos os exames realizados até o momento indicam um quadro clínico complexo que exigirá internação hospitalar adequada", informou a Santa Sé.

Francisco está internado no hospital Gemelli, em Roma, desde sexta (14), após apresentar dificuldades respiratórias pela bronquite. Esta é a quarta internação do pontífice desde o início do mês.

O que é a infecção polimicrobiana?

A infecção polimicrobiana das vias respiratórias ocorre quando mais de um microrganismo, como vírus, bactérias ou fungos, afeta o sistema respiratório.

Segundo artigo publicado na revista científica Lancet, entre as infecções que predispõem à condição estão o vírus da gripe, vírus sincicial respiratório (VSR), adenovírus, sarampo, rinovírus e coronavírus. Esses vírus favorecem a adesão de bactérias na região dos pulmões.

As bactérias podem ser Streptococcus, Piramococo e Escherichia coli (E.Coli), de acordo com a Biblioteca Virtual, do Ministério da Saúde.

O histórico de doenças respiratórias também favorece agravamento do quadro. Papa Francisco teve parte dos pulmões removido quando tinha 21 anos e enfrenta uma bronquite, com problemas enfrentados nos últimos anos.

A última vez que ele teve o agravamento de um quadro de bronquite bacteriana foi em março de 2023, quando passou três noites do hospital e foi tratado com antibióticos. Meses depois, também precisou tratar uma inflamação pulmonar associada a dificuldades respiratórias.

Ainda segundo o artigo, para tratamento podem ser usados antibióticos de "amplo espectro", ou seja, que atuam contra uma grande variedade de bactérias. A Biblioteca Virtual aponta que a a principal causa de mortes associadas à condição é a septicemia.

Outra publicação da Lancet aponta que as infecções respiratórias são terceira principal causa de morte no mundo.

O papa segue em observação no hospital Gemelli. A Santa Sé informou que continuará monitorando e divulgando atualizações sobre estado de saúde do pontífice.

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