Saúde

Gripe, resfriado, pneumonia, Covid-19 ou virose? Saiba identificar as doenças no outono

Baixa umidade do ar trazida pela estação aumenta concentração de poluentes na atmosfera

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Camila Stucaluc
23/03/2024, 15:02 • Atualizado em 23/03/2024, 15:02
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Gripe, resfriado, pneumonia, Covid-19 ou virose? Saiba identificar as doenças no outono

O outono chegou no Brasil, trazendo, como de costume, oscilações de temperatura e baixa umidade relativa do ar. Nesse período, especialistas alertam para o aumento de doenças respiratórias, como resfriado, gripe, bronquite, sinusite e pneumonia, uma vez que o ar mais seco aumenta a concentração de poluentes na atmosfera.

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Muitas vezes, no entanto, os sintomas das doenças são semelhantes, o que confunde o paciente na hora de se automedicar. Para esclarecer dúvidas, a pneumologista Maria Vera Cruz, do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE), ajuda a diferenciar as principais doenças respiratórias e esclarece quais são as mais comuns neste período do ano.

Saiba quais são as doenças de outono

Alergias e os “Ites” – crises de rinite, sinusite, faringite

Por conta da maior concentração de poeira e poluentes no ar, ocorrem com mais frequência os quadros alérgicos neste período do ano. As mucosas ficam ressecadas e há aumento de crises de rinite, sinusite, faringite e asma.

O que difere as doenças é que a rinite é uma inflamação de crises alérgicas e que acomete o nariz. Já a asma é uma doença inflamatória crônica que ataca o sistema respiratório, especialmente os brônquios. A faringite, bem como a sinusite, são infecções que podem ser causadas por vírus e bactérias e não só uma simples alergia, inflamando a faringe e os seios da face, respectivamente.

Resfriados e pneumonias

A baixa umidade durante os meses de outono pode irritar as mucosas das vias aéreas e aumentar a probabilidade de infecções por diversos vírus, como rinovírus e adenovírus, responsáveis pelos resfriados e pneumonias.

O que pode contribuir para o aparecimento dessas doenças são as mudanças bruscas de temperatura, já que o resfriamento das vias aéreas aumenta o risco de infecções virais. O mesmo pode acontecer com o uso de ar-condicionado, no qual pode haver ainda acúmulo de bactérias e outros agentes como legionella.

No caso do resfriado, o diagnóstico pode ser feito com sintomas de mal-estar, espirros, coriza e obstrução nasal, febre, mas que em geral se tornam leves depois de 48 horas. Já a pneumonia geralmente inclui febre, tosse e dor torácica. Na maioria dos casos, o diagnóstico de pneumonia é confirmado com uma radiografia torácica.

Gripe

Com a queda de temperatura, normalmente as pessoas tendem a ficar mais tempo em locais fechados, o que ajuda a proliferar doenças respiratórias, uma vez que o vírus influenza tem alta transmissibilidade por espirro e tosse, além do contato direto das mãos e objetos comuns como corrimões e maçanetas.

O quadro inicial da gripe se assemelha ao do resfriado, porém, o tempo do paciente sintomático é maior, tendo duração em torno de uma semana, podendo até levar à falta de apetite e à perda de peso.

Viroses

O mesmo explicado no caso de gripe acontece em quadros de virose, pois o tempo seco de outono favorece a colonização de vírus e infecções respiratórias, que têm rápida transmissão entre as pessoas. É comum as viroses causarem diarreia, febre, vômito, enjoo, dor muscular, dor na barriga, dor de cabeça, secreção nasal, entre outros sintomas.

Covid-19

Além de todas as doenças do outono, após a pandemia iniciada em 2020, é possível ainda confundir os sintomas provocados pelo coronavírus. Para diferenciar, normalmente, há o aparecimento de quadro inflamatório da garganta, evoluindo para tosse seca, seguida de espirros, coriza, mal-estar, febre, bem como fraqueza. É possível ainda identificar diminuição do olfato e paladar.

Cuidados para evitar as doenças respiratórias durante o outono:

Segundo a pneumologista Maria Vera Cruz, a boa hidratação é o ponto-chave, bem como manter a imunidade alta. É possível repor líquidos com água, chás e sucos e se alimentar adequadamente com alimentos leves, sem deixar o estômago vazio por muitas horas.

“É bom evitar a aglomeração de pessoas em locais fechados, manter os ambientes arejados e umidificados para não facilitar a transmissão dos agentes infecciosos, além de se preocupar com a higiene das mãos”, diz a especialista, reforçando a importância de manter a vacinação em dia.

Veja todas as dicas:

  • Mantenha o organismo hidratado;
  • Evite fumar ou se expor a ambientes com muita poeira ou fumaça;
  • Mantenha o ambiente arejado. As bactérias e vírus se disseminam em ambientes fechados;
  • Lave as mãos com frequência;
  • Mantenha as vacinas em dia;
  • Aqueça o ambiente de trabalho e da casa nos dias mais frios, mantendo a umidade adequada;
  • Utilize roupas adequadas e luvas quando houver necessidade de se expor ao ar livre em dias frios;
  • Mantenha hábitos saudáveis como tempo de sono adequado, alimentação saudável, exercícios físicos.

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