Saúde

Enchentes recorrentes no verão reacendem alerta para leptospirose

Especialistas dizem sobre a importância do diagnóstico nas primeiras 48 horas

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Enchentes e alagamentos podem aumentar o risco de contaminação por leptospirose | Reprodução

As chuvas intensas registradas neste verão em diversas regiões do Brasil, especialmente no Sudeste, têm provocado enchentes e alagamentos. Em São Paulo, 13 mortes já foram registradas desde o início da estação em decorrência dos temporais.

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Com o aumento dos episódios de alagamento, cresce também o risco de leptospirose, uma doença infecciosa associada ao contato com água contaminada. Especialistas apontam que o atraso no diagnóstico é um dos principais fatores relacionados à gravidade dos casos.

A leptospirose é transmitida pela exposição à água ou à lama contaminadas pela urina de roedores, situação que é comum após enchentes. Nos estágios iniciais, os sintomas costumam ser inespecíficos, como febre, dor de cabeça e mal-estar, o que dificulta a identificação precoce da doença.

Segundo a infectologista Andrea Almeida, do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE) de São Paulo, há um sinal clínico que pode ajudar na suspeita: “Em 90% dos casos, a doença desencadeia sintomas genéricos, como febre e dores de cabeça. Mas o que se deve observar é se há ou não forte dores musculares, marcadamente nas panturrilhas”, afirma.

De acordo com a especialista, quando esse sintoma aparece junto de histórico recente de contato com água de enchente, a pessoa deve procurar ajuda médica o quanto antes: “Em um cenário onde dengue e gripe circulam simultaneamente, o histórico de exposição à água de chuva ou lama, somado a essa dor específica na ‘batata da perna’, deve levar o paciente imediatamente à investigação laboratorial”, orienta.

Na prática, muitos casos só são identificados quando a doença já está em estágio avançado. A presença de icterícia, caracterizada pela coloração amarelada da pele e dos olhos, é um indicativo de que órgãos como rins, fígado e pulmões já estão comprometidos, o que eleva significativamente o risco de complicações.

““As primeiras 48 horas de sintomas são decisivas para impedir que a bactéria comprometa órgãos vitais como rins e pulmões. O tratamento eficaz exige antibióticos específicos que só devem ser administrados sob orientação médica, além de necessidade de terapia dialítica. O uso de anti-inflamatórios por conta própria, por exemplo, pode agravar o quadro”, finaliza a Dra. Andrea.

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