Doenças respiratórias aumentam no outono; entenda como o corpo se defende
Clima mais seco e menor exposição ao sol afetam o organismo e facilitam a entrada de vírus e bactérias; medidas básicas podem ajudar na prevenção
Naiara Ribeiro
Resfriado | Reprodução/Canva
Com a chegada do outono, é comum o aumento dos casos de doenças respiratórias. As temperaturas mais baixas, o ar seco e o hábito de ficar mais tempo em ambientes fechados facilitam a circulação de vírus e bactérias, especialmente entre crianças e idosos.
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O corpo também sente essas mudanças. O ar seco resseca as vias respiratórias e facilita a entrada de microrganismos. Ao mesmo tempo, a menor exposição ao sol pode reduzir os níveis de vitamina D, que ajuda no funcionamento do sistema imunológico.
Responsável por proteger o organismo contra vírus, bactérias e fungos, o sistema imunológico também identifica células anormais. Esse conjunto de defesas funciona de diferentes formas e é dividido em dois tipos principais: a imunidade inata e a adaptativa.
A imunidade inata é a primeira resposta do corpo. Ela entra em ação rapidamente sempre que há contato com um invasor e tenta impedir que a infecção avance.
"As células do sistema imune inato têm uma ação imediata de controle, a partir da liberação de uma grande quantidade de citocinas pró-inflamatórias, que são moléculas que intensificam a resposta inflamatória e ajudam a matar o microrganismo", explica a pesquisadora e doutora em imunologia Dunia Rodriguez Soto, do Laboratório de Desenvolvimento de Vacinas do Instituto Butantan.
Além de combater o invasor, essas células também ajudam o corpo a reconhecer o microrganismo. É a partir daí que entra a imunidade adaptativa.
Diferente da resposta inicial, a imunidade adaptativa é mais específica. O organismo aprende a identificar aquele vírus ou bactéria, cria uma memória e passa a produzir respostas mais direcionadas, como a produção de anticorpos. Quando há um novo contato, a reação tende a ser mais rápida e eficiente.
Esse mesmo processo também acontece com as vacinas. Ao receber uma dose, o corpo entra em contato com partes do microrganismo, sem desenvolver a doença, e aprende a se defender.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a vacinação previne entre 3,5 milhões e 5 milhões de mortes por ano no mundo — não só por doenças respiratórias, mas por diversas infecções. Manter a carteira de vacinação atualizada é uma das principais formas de evitar quadros graves.
Durante os meses mais frios, aumentam os casos de infecções respiratórias, que se espalham com mais facilidade em locais fechados e com pouca ventilação.
Gripe e resfriado
O resfriado costuma começar de forma leve, com espirros, coriza e mal-estar. Já a gripe aparece de forma mais intensa, com febre alta, dor no corpo, dor de cabeça, dor de garganta e tosse. Em crianças e idosos, pode evoluir para quadros mais graves.
Rinossinusite (sinusite)
É uma inflamação na região do nariz e dos seios da face. Provoca nariz entupido, secreção, dor ou pressão no rosto e dor de cabeça. Em alguns casos, os sintomas duram mais de 10 dias e podem vir acompanhados de febre.
Bronquiolite
Mais comum em bebês, afeta as pequenas vias respiratórias do pulmão. Pode causar dificuldade para respirar, chiado, tosse e nariz entupido. Crianças menores de dois anos exigem mais atenção.
É a inflamação dos brônquios, que levam o ar até os pulmões. Pode causar tosse persistente, com ou sem catarro, chiado no peito e falta de ar. Pode durar algumas semanas ou se tornar um problema mais prolongado.
Pneumonia
É uma infecção que atinge os pulmões e pode ser causada por vírus, bactérias ou fungos. Provoca febre, tosse, dor no peito e dificuldade para respirar. Pessoas com a imunidade mais baixa têm risco maior de complicações.
Amigdalite
Inflamação das amígdalas, comum em períodos frios. Pode causar dor de garganta forte, dificuldade para engolir, febre e presença de pus na região.
Meningite bacteriana
É uma infecção que atinge as membranas que envolvem o cérebro e a medula. A transmissão ocorre por gotículas e secreções respiratórias e tende a aumentar no inverno, quando há mais permanência em ambientes fechados. Os sintomas incluem febre alta, dor de cabeça e rigidez no pescoço.
Como se proteger dessas doenças:
Como prevenção, há alguns cuidados básicos que podem ser feitos:
Manter a vacinação em dia;
Lavar as mãos com frequência ou usar álcool gel;
Evitar contato próximo com pessoas doentes;
Manter ambientes ventilados;
Cobrir o nariz e a boca ao tossir ou espirrar.
Em caso de sintomas persistentes ou piora do quadro, a orientação é procurar atendimento médico.
Doenças respiratórias aumentam no outono; entenda como o corpo se defendeClima mais seco e menor exposição ao sol afetam o organismo e facilitam a entrada de vírus e bactérias; medidas básicas podem ajudar na prevençãoSaúde2026-03-20T10:07:54.887ZCom a chegada do outono, é comum o aumento dos casos de doenças respiratórias. As temperaturas mais baixas, o ar seco e o hábito de ficar mais tempo em ambientes fechados facilitam a circulação de vírus e bactérias, especialmente entre crianças e idosos. O corpo também sente essas mudanças. O ar seco resseca as vias respiratórias e facilita a entrada de microrganismos. Ao mesmo tempo, a menor exposição ao sol pode reduzir os níveis de vitamina D, que ajuda no funcionamento do sistema imunológico. Responsável por proteger o organismo contra vírus, bactérias e fungos, o sistema imunológico também identifica células anormais. Esse conjunto de defesas funciona de diferentes formas e é dividido em dois tipos principais: a imunidade inata e a adaptativa. A imunidade inata é a primeira resposta do corpo. Ela entra em ação rapidamente sempre que há contato com um invasor e tenta impedir que a infecção avance. "As células do sistema imune inato têm uma ação imediata de controle, a partir da liberação de uma grande quantidade de citocinas pró-inflamatórias, que são moléculas que intensificam a resposta inflamatória e ajudam a matar o microrganismo", explica a pesquisadora e doutora em imunologia Dunia Rodriguez Soto, do Laboratório de Desenvolvimento de Vacinas do Instituto Butantan. Além de combater o invasor, essas células também ajudam o corpo a reconhecer o microrganismo. É a partir daí que entra a imunidade adaptativa. Diferente da resposta inicial, a imunidade adaptativa é mais específica. O organismo aprende a identificar aquele vírus ou bactéria, cria uma memória e passa a produzir respostas mais direcionadas, como a produção de anticorpos. Quando há um novo contato, a reação tende a ser mais rápida e eficiente. Vacinação reforça a defesa do organismo Esse mesmo processo também acontece com as vacinas. Ao receber uma dose, o corpo entra em contato com partes do microrganismo, sem desenvolver a doença, e aprende a se defender. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a vacinação previne entre 3,5 milhões e 5 milhões de mortes por ano no mundo — não só por doenças respiratórias, mas por diversas infecções. Manter a carteira de vacinação atualizada é uma das principais formas de evitar quadros graves. Doenças mais comuns no outono e inverno Durante os meses mais frios, aumentam os casos de infecções respiratórias, que se espalham com mais facilidade em locais fechados e com pouca ventilação. Gripe e resfriado O resfriado costuma começar de forma leve, com espirros, coriza e mal-estar. Já a gripe aparece de forma mais intensa, com febre alta, dor no corpo, dor de cabeça, dor de garganta e tosse. Em crianças e idosos, pode evoluir para quadros mais graves. Rinossinusite (sinusite) É uma inflamação na região do nariz e dos seios da face. Provoca nariz entupido, secreção, dor ou pressão no rosto e dor de cabeça. Em alguns casos, os sintomas duram mais de 10 dias e podem vir acompanhados de febre. Bronquiolite Mais comum em bebês, afeta as pequenas vias respiratórias do pulmão. Pode causar dificuldade para respirar, chiado, tosse e nariz entupido. Crianças menores de dois anos exigem mais atenção. Bronquite É a inflamação dos brônquios, que levam o ar até os pulmões. Pode causar tosse persistente, com ou sem catarro, chiado no peito e falta de ar. Pode durar algumas semanas ou se tornar um problema mais prolongado. Pneumonia É uma infecção que atinge os pulmões e pode ser causada por vírus, bactérias ou fungos. Provoca febre, tosse, dor no peito e dificuldade para respirar. Pessoas com a imunidade mais baixa têm risco maior de complicações. Amigdalite Inflamação das amígdalas, comum em períodos frios. Pode causar dor de garganta forte, dificuldade para engolir, febre e presença de pus na região. Meningite bacteriana É uma infecção que atinge as membranas que envolvem o cérebro e a medula. A transmissão ocorre por gotículas e secreções respiratórias e tende a aumentar no inverno, quando há mais permanência em ambientes fechados. Os sintomas incluem febre alta, dor de cabeça e rigidez no pescoço. Como se proteger dessas doenças: Como prevenção, há alguns cuidados básicos que podem ser feitos: Em caso de sintomas persistentes ou piora do quadro, a orientação é procurar atendimento médico. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/saude/doencas-respiratorias-aumentam-no-outono-entenda-como-o-corpo-se-defende