Conselho Federal de Medicina manda apurar denúncias sobre falta de assistência médica a Bolsonaro
Conselho cita preocupação com relatos de “intercorrências clínicas” após o ex-presidente cair e bater a cabeça
Jessica Cardoso
Ex-presidente Jair Messias Bolsonaro | Tânia Rêgo - Agência Brasil
O Conselho Federal de Medicina (CFM)determinou nesta quarta-feira (7) que o Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF) instaure uma sindicância para apurar denúncias relacionadas a uma eventual falta de assistência médica prestada a Jair Bolsonaro (PL).
Em nota, o CFM afirmou que o recebimento formal das denúncias “expressam inquietação quanto à garantia de assistência médica adequada ao paciente” e que “declarações públicas de relatos sobre intercorrências clínicas causam extrema preocupação à sociedade brasileira”.
“Os relatos de crises agudas de características diversas, episódio de trauma decorrente de queda, o histórico clínico de alta complexidade, sucessivas intervenções cirúrgicas abdominais, soluços intratáveis, e outras comorbidades em paciente idoso, demandam um protocolo de monitoramento contínuo e imediato, em que deve ser assegurada assistência médica com múltiplas especialidades pelo estado brasileiro, inclusive em situações de urgência e emergência”, disse o conselho no texto.
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A determinação do CFM foi tomada após Bolsonaro cair e bater a cabeça dentro de sua cela na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por participação em um plano de golpe de Estado.
O incidente ocorreu na madrugada de terça-feira (6). Pela manhã, Bolsonaro foi atendido por um médico da PF e ficou aguardando autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) para realizar exames médicos no hospital.
Inicialmente, o ministro Alexandre de Moraes negou o pedido de transferência imediata por entender que não havia necessidade de remoção naquele momento. O magistrado também determinou que a PF encaminhasse ao STF o laudo médico elaborado, o que foi feito ainda na tarde de terça-feira (6).
O Conselho Federal de Medicina (CFM), no estrito cumprimento de suas atribuições legais, manifesta-se sobre a condição de saúde do ex-Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro.
O recebimento formal de denúncias protocoladas no CFM expressam inquietação quanto à garantia de assistência médica adequada ao paciente. Além disso, declarações públicas de relatos sobre intercorrências clínicas causam extrema preocupação à sociedade brasileira.
Os relatos de crises agudas de características diversas, episódio de trauma decorrente de queda, o histórico clínico de alta complexidade, sucessivas intervenções cirúrgicas abdominais, soluços intratáveis, e outras comorbidades em paciente idoso, demandam um protocolo de monitoramento contínuo e imediato, em que deve ser assegurada assistência médica com múltiplas especialidades pelo estado brasileiro, inclusive em situações de urgência e emergência.
O CFM reafirma que a autonomia do médico assistente deve ser soberana na determinação da conduta terapêutica, não podendo sofrer influência de qualquer natureza, por possuir presunção de verdade.
Em obediência ao disciplinado em lei e ao Código de Processo Ético-Profissional, o CFM determinou ao Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal, a imediata instauração de sindicância para apuração dos fatos.
Conselho Federal de Medicina manda apurar denúncias sobre falta de assistência médica a BolsonaroConselho cita preocupação com relatos de “intercorrências clínicas” após o ex-presidente cair e bater a cabeçaSaúde2026-01-07T19:09:29.227ZO Conselho Federal de Medicina (CFM) determinou nesta quarta-feira (7) que o Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF) instaure uma sindicância para apurar denúncias relacionadas a uma eventual falta de assistência médica prestada a Jair Bolsonaro (PL). Em nota, o CFM afirmou que o recebimento formal das denúncias “expressam inquietação quanto à garantia de assistência médica adequada ao paciente” e que “declarações públicas de relatos sobre intercorrências clínicas causam extrema preocupação à sociedade brasileira”. “Os relatos de crises agudas de características diversas, episódio de trauma decorrente de queda, o histórico clínico de alta complexidade, sucessivas intervenções cirúrgicas abdominais, soluços intratáveis, e outras comorbidades em paciente idoso, demandam um protocolo de monitoramento contínuo e imediato, em que deve ser assegurada assistência médica com múltiplas especialidades pelo estado brasileiro, inclusive em situações de urgência e emergência”, disse o conselho no texto. A determinação do CFM foi tomada após Bolsonaro cair e bater a cabeça dentro de sua cela na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por participação em um plano de golpe de Estado. O incidente ocorreu na madrugada de terça-feira (6). Pela manhã, Bolsonaro foi atendido por um médico da PF e ficou aguardando autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) para realizar exames médicos no hospital. Inicialmente, por entender que não havia necessidade de remoção naquele momento. O magistrado também determinou que a PF encaminhasse ao STF o laudo médico elaborado, o que foi feito ainda na tarde de terça-feira (6). , em Brasília, no fim da manhã desta quarta-feira (7). O ex-presidente foi encaminhado à unidade para a realização de tomografia computadorizada de crânio, ressonância magnética de crânio e eletroencefalograma. Leia a íntegra da nota O Conselho Federal de Medicina (CFM), no estrito cumprimento de suas atribuições legais, manifesta-se sobre a condição de saúde do ex-Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro. O recebimento formal de denúncias protocoladas no CFM expressam inquietação quanto à garantia de assistência médica adequada ao paciente. Além disso, declarações públicas de relatos sobre intercorrências clínicas causam extrema preocupação à sociedade brasileira. Os relatos de crises agudas de características diversas, episódio de trauma decorrente de queda, o histórico clínico de alta complexidade, sucessivas intervenções cirúrgicas abdominais, soluços intratáveis, e outras comorbidades em paciente idoso, demandam um protocolo de monitoramento contínuo e imediato, em que deve ser assegurada assistência médica com múltiplas especialidades pelo estado brasileiro, inclusive em situações de urgência e emergência. O CFM reafirma que a autonomia do médico assistente deve ser soberana na determinação da conduta terapêutica, não podendo sofrer influência de qualquer natureza, por possuir presunção de verdade. Em obediência ao disciplinado em lei e ao Código de Processo Ético-Profissional, o CFM determinou ao Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal, a imediata instauração de sindicância para apuração dos fatos.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/saude/conselho-federal-de-medicina-manda-apurar-denuncias-sobre-falta-de-assistencia-medica-a-bolsonaro
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