Saúde

Conselho Federal de Medicina manda apurar denúncias sobre falta de assistência médica a Bolsonaro

Conselho cita preocupação com relatos de “intercorrências clínicas” após o ex-presidente cair e bater a cabeça

Avatar de Jessica Cardoso
Jessica Cardoso
07/01/2026, 19:09 • Atualizado em 07/01/2026, 19:09
compartilhar
Ex-presidente Jair Messias Bolsonaro | Tânia Rêgo - Agência Brasil

Ex-presidente Jair Messias Bolsonaro | Tânia Rêgo - Agência Brasil

O Conselho Federal de Medicina (CFM) determinou nesta quarta-feira (7) que o Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF) instaure uma sindicância para apurar denúncias relacionadas a uma eventual falta de assistência médica prestada a Jair Bolsonaro (PL).

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover

Em nota, o CFM afirmou que o recebimento formal das denúncias “expressam inquietação quanto à garantia de assistência médica adequada ao paciente” e que “declarações públicas de relatos sobre intercorrências clínicas causam extrema preocupação à sociedade brasileira”.

“Os relatos de crises agudas de características diversas, episódio de trauma decorrente de queda, o histórico clínico de alta complexidade, sucessivas intervenções cirúrgicas abdominais, soluços intratáveis, e outras comorbidades em paciente idoso, demandam um protocolo de monitoramento contínuo e imediato, em que deve ser assegurada assistência médica com múltiplas especialidades pelo estado brasileiro, inclusive em situações de urgência e emergência”, disse o conselho no texto.

A determinação do CFM foi tomada após Bolsonaro cair e bater a cabeça dentro de sua cela na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por participação em um plano de golpe de Estado.

O incidente ocorreu na madrugada de terça-feira (6). Pela manhã, Bolsonaro foi atendido por um médico da PF e ficou aguardando autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) para realizar exames médicos no hospital.

Inicialmente, o ministro Alexandre de Moraes negou o pedido de transferência imediata por entender que não havia necessidade de remoção naquele momento. O magistrado também determinou que a PF encaminhasse ao STF o laudo médico elaborado, o que foi feito ainda na tarde de terça-feira (6).

Moraes autorizou a transferência temporária de Bolsonaro ao Hospital DF Star, em Brasília, no fim da manhã desta quarta-feira (7). O ex-presidente foi encaminhado à unidade para a realização de tomografia computadorizada de crânio, ressonância magnética de crânio e eletroencefalograma.

Leia a íntegra da nota

O Conselho Federal de Medicina (CFM), no estrito cumprimento de suas atribuições legais, manifesta-se sobre a condição de saúde do ex-Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro.

O recebimento formal de denúncias protocoladas no CFM expressam inquietação quanto à garantia de assistência médica adequada ao paciente. Além disso, declarações públicas de relatos sobre intercorrências clínicas causam extrema preocupação à sociedade brasileira.

Os relatos de crises agudas de características diversas, episódio de trauma decorrente de queda, o histórico clínico de alta complexidade, sucessivas intervenções cirúrgicas abdominais, soluços intratáveis, e outras comorbidades em paciente idoso, demandam um protocolo de monitoramento contínuo e imediato, em que deve ser assegurada assistência médica com múltiplas especialidades pelo estado brasileiro, inclusive em situações de urgência e emergência.

O CFM reafirma que a autonomia do médico assistente deve ser soberana na determinação da conduta terapêutica, não podendo sofrer influência de qualquer natureza, por possuir presunção de verdade.

Em obediência ao disciplinado em lei e ao Código de Processo Ético-Profissional, o CFM determinou ao Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal, a imediata instauração de sindicância para apuração dos fatos.

Leia mais

Ver tudo
Imagem da notícia: Irã se nega em entregar estoque de urânio enriquecido

Irã se nega em entregar estoque de urânio enriquecido

Imagem da notícia: Lucro na S&P 500 sobe 2 dígitos por 6 meses seguidos

Lucro na S&P 500 sobe 2 dígitos por 6 meses seguidos

Imagem da notícia: Quem era o homem que abriu fogo perto da Casa Branca

Quem era o homem que abriu fogo perto da Casa Branca

Imagem da notícia: Taxista tenta cobrar R$ 3,4 mil de turistas no Rio e é preso

Taxista tenta cobrar R$ 3,4 mil de turistas no Rio e é preso

Imagem da notícia: Irã se nega em entregar estoque de urânio enriquecido

Irã se nega em entregar estoque de urânio enriquecido

Imagem da notícia: Lucro na S&P 500 sobe 2 dígitos por 6 meses seguidos

Lucro na S&P 500 sobe 2 dígitos por 6 meses seguidos

Imagem da notícia: Quem era o homem que abriu fogo perto da Casa Branca

Quem era o homem que abriu fogo perto da Casa Branca

Imagem da notícia: Taxista tenta cobrar R$ 3,4 mil de turistas no Rio e é preso

Taxista tenta cobrar R$ 3,4 mil de turistas no Rio e é preso

Últimas notícias

Suspeitos se passam por falsos agentes e assaltam loja em SP

Homens armados levaram diversos objetos de estabelecimento de assistência técnica de celulares na Brasilândia; eles seguem foragidos

PRF resgata mulher de cárcere após abordagem em rodovia

Vítima era levada na garupa da moto pelo ex-marido na rodovia Presidente Dutra (BR-116), trecho de Taubaté, interior de São Paulo

Dino nega pedido de soltura de Deolane Bezerra

Ministro do STF afirma em decisão que prisão da advogada e influenciadora digital é legal

Governo aposta em integração para combater facções

Secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, detalhou os quatro eixos do programa Brasil Contra o Crime Organizado

13º salário: INSS começa a pagar 2ª parcela nesta segunda

Pagamento segue até 8 de junho para aposentados e pensionistas; mais de 35 milhões entram nesta etapa do calendário

Dez países africanos estão em lista de alto risco para ebola

Classificação leva em conta surtos na República Democrática do Congo e em Uganda e potencial de disseminação regional