Michelle diz que Bolsonaro está sendo 'negligenciado' e 'torturado'
Moraes negou a ida imediata do ex-presidente ao hospital após ele bater a cabeça ao cair da cama e sofrer traumatismo craniano leve
Sofia Pilagallo
Michelle Bolsonaro afirmou que Jair Bolsonaro está sendo "negligenciado" e "torturado" pelo Estado. A declaração ocorreu durante coletiva de imprensa nesta terça-feira (6), enquanto a ex-primeira-dama comentava o estado de saúde do marido.
Nesta terça-feira, Bolsonaro bateu a cabeça ao cair da cama e sofreu traumatismo craniano leve. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou a ida imediata do ex-presidente ao hospital DF Star, em Brasília, para a realização de exames.
"Ele está sendo negligenciado. Ele está sendo torturado. Ele está num quarto trancado, que só pode ser aberto quando ele tem que tomar medicação. A primeira medicação do dia é às 8h da manhã. Isso nos preocupa", afirmou Michelle.
"É uma mancha para a instituição se alguma coisa acontecer com meu marido. Não é possível que, mais uma vez, vai ter sangue de inocente na mão do excelentíssimo ministro [Moraes] e do Gonet [procurador-geral da República, Paulo Gonet]", acrescentou.
Michelle afirmou aos jornalistas que, nesta terça-feira, esteve com Bolsonaro por apenas 30 minutos, tempo durante o qual é autorizada a visitá-lo. Segundo ela, seu horário ela era de 9h às 9h30 mas, devido ao ocorrido, ela só foi liberada às 10h.
Chegando na sala onde Bolsonaro está preso, sem saber o que tinha acontecido, Michelle conta viu o marido com um hematoma no rosto e o pé sangrando. Ela conta que ele estava "lento nas respostas" e que não se lembrava de nada.
"Ele me falou que sabe que caiu, mas não sabe por quanto tempo ficou caído, não lembra quando acordou. A gente tem a primeira medicação dele que é feita às 8h da manhã. Então, abriram a porta do quarto às 8h da manhã", disse.
"Ele já tem 70 anos de idade, tem comorbidades, está tendo todos os seus direitos violados. Então é bem difícil e preocupante, porque o hospital está do outro lado da pista mas, até agora, ele não pôde ser liberado para receber esse atendimento", acrescentou.









