Carlos Bolsonaro critica decisão de Moraes e diz que pai “já deveria ter sido encaminhado ao hospital”
Advogados solicitaram que Jair Bolsonaro realize exames neurológicos após o ex-presidente cair e bater a cabeça


Jessica Cardoso
Paola Cuenca
O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) criticou nesta terça-feira (6) a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes que negou a ida imediata de Jair Bolsonaro (PL) a um hospital, após o ex-presidente cair e bater a cabeça na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília.
Em declaração a jornalistas em frente à Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília, Carlos afirmou que a conduta do Estado é inadequada diante da situação de saúde do pai. Segundo ele, não há qualquer risco de fuga.
“Já deveriam ter encaminhado ele para o hospital para dirimir qualquer problema ou então averiguar e sanar qualquer atividade. A impressão que eu tenho é que parece até que estão querendo matá-lo”, declarou.
Carlos também comparou o caso do ex-presidente ao tratamento que, segundo ele, seria dado a outros presos. “Tenho certeza absoluta que se um traficante tivesse batido a cabeça, ele estaria no hospital”, disse
O vereador afirmou ainda que a família esperava a liberação para exames médicos, com base em decisões anteriores do próprio STF.
“A gente estava com a expectativa de que ele fosse para o hospital porque em outros momentos ela já foi ao hospital quando aconteceu um acidente, inclusive a própria decisão do ministro do Alexandre de Moraes foi que em caso de emergência ele ser encaminhado diretamente ao hospital e, posteriormente, houvesse a comunicação do ocorrido e tudo seguiria de uma maneira tranquila e dentro da lei”, afirmou, antes de questionar: “E não está acontecendo isso dessa vez por quê?”.
Bolsonaro passou o dia em jejum aguardando autorização para realizar exames médicos. No início da noite desta terça-feira (6), a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro deixou a PF para preparar uma refeição e levá-la ao ex-presidente.









