Alimentos ultraprocessados afetam fertilidade e metabolismo masculino, aponta estudo
Cientistas acompanharam 43 homens entre 20 e 35 anos em dois períodos diferentes; entenda
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Wagner Lauria Jr.
09/09/2025, 14:09 • Atualizado em 09/09/2025, 14:09
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Alimentos Ultraprocessados | Freepik
Um estudo internacional liderado pela Universidade de Copenhague traz novos alertas sobre os riscos dos alimentos ultraprocessados. Além de favorecerem o ganho de peso e alterações metabólicas, pesquisadores identificaram que esse tipo de dieta pode prejudicar a saúde reprodutiva masculina, reduzindo a qualidade do esperma.
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Para entender o impacto direto da alimentação, os cientistas acompanharam 43 homens entre 20 e 35 anos em dois períodos diferentes: três semanas seguindo uma dieta baseada em alimentos ultraprocessados e três semanas consumindo apenas alimentos minimamente processados. Entre as fases, houve um intervalo de três meses para “limpar” os efeitos da dieta anterior.
As dietas tinham a mesma quantidade de calorias, proteínas, carboidratos e gorduras. A diferença estava no grau de processamento dos alimentos. Alguns participantes receberam ainda uma versão hipercalórica, com 500 calorias extras por dia, para avaliar se o excesso energético influenciaria os resultados.
Resultados preocupantes
Mesmo consumindo a mesma quantidade de calorias, os voluntários ganharam cerca de 1 kg de gordura corporal a mais durante o período em que seguiram a dieta ultraprocessada. Também foram observadas alterações em marcadores de saúde cardiovascular.
Outro achado relevante foi o aumento nos níveis de ftalato cxMINP, substância presente em plásticos e associada à desregulação hormonal. Essa exposição esteve ligada à queda de testosterona e do hormônio folículo-estimulante (FSH), ambos essenciais para a produção de espermatozoides.
“Nossos resultados comprovam que alimentos ultraprocessados prejudicam a saúde reprodutiva e metabólica, mesmo quando não são consumidos em excesso. Isso indica que é a natureza do processamento que torna esses alimentos nocivos”, explica Jessica Preston, autora principal do estudo.
Contexto global
Nas últimas cinco décadas, as taxas de obesidade e diabetes tipo 2 aumentaram drasticamente, enquanto a qualidade do esperma masculino vem caindo em todo o mundo. O consumo crescente de alimentos industrializados, ricos em aditivos e produzidos em larga escala, pode estar no centro dessa transformação.
“Ficamos chocados com a quantidade de funções corporais afetadas por alimentos ultraprocessados, mesmo em homens jovens e saudáveis. As implicações a longo prazo são alarmantes e reforçam a necessidade de atualizar as diretrizes nutricionais para proteger melhor contra doenças crônicas”, afirma o professor Romain Barrès, coautor do estudo.
*Com informações do Futurity
Alimentos ultraprocessados afetam fertilidade e metabolismo masculino, aponta estudoCientistas acompanharam 43 homens entre 20 e 35 anos em dois períodos diferentes; entendaSaúde2025-09-09T14:09:41.128ZUm estudo internacional liderado pela Universidade de Copenhague traz novos alertas sobre os riscos dos alimentos ultraprocessados. Além de favorecerem o ganho de peso e alterações metabólicas, pesquisadores identificaram que esse tipo de dieta pode prejudicar a saúde reprodutiva masculina, reduzindo a qualidade do esperma. O que a pesquisa investigou Para entender o impacto direto da alimentação, os cientistas acompanharam 43 homens entre 20 e 35 anos em dois períodos diferentes: três semanas seguindo uma dieta baseada em alimentos ultraprocessados e três semanas consumindo apenas alimentos minimamente processados. Entre as fases, houve um intervalo de três meses para “limpar” os efeitos da dieta anterior. As dietas tinham a mesma quantidade de calorias, proteínas, carboidratos e gorduras. A diferença estava no grau de processamento dos alimentos. Alguns participantes receberam ainda uma versão hipercalórica, com 500 calorias extras por dia, para avaliar se o excesso energético influenciaria os resultados. Resultados preocupantes Mesmo consumindo a mesma quantidade de calorias, os voluntários ganharam cerca de 1 kg de gordura corporal a mais durante o período em que seguiram a dieta ultraprocessada. Também foram observadas alterações em marcadores de saúde cardiovascular. Outro achado relevante foi o aumento nos níveis de ftalato cxMINP, substância presente em plásticos e associada à desregulação hormonal. Essa exposição esteve ligada à queda de testosterona e do hormônio folículo-estimulante (FSH), ambos essenciais para a produção de espermatozoides. “Nossos resultados comprovam que alimentos ultraprocessados prejudicam a saúde reprodutiva e metabólica, mesmo quando não são consumidos em excesso. Isso indica que é a natureza do processamento que torna esses alimentos nocivos”, explica Jessica Preston, autora principal do estudo. Contexto global Nas últimas cinco décadas, as taxas de obesidade e diabetes tipo 2 aumentaram drasticamente, enquanto a qualidade do esperma masculino vem caindo em todo o mundo. O consumo crescente de alimentos industrializados, ricos em aditivos e produzidos em larga escala, pode estar no centro dessa transformação. “Ficamos chocados com a quantidade de funções corporais afetadas por alimentos ultraprocessados, mesmo em homens jovens e saudáveis. As implicações a longo prazo são alarmantes e reforçam a necessidade de atualizar as diretrizes nutricionais para proteger melhor contra doenças crônicas”, afirma o professor Romain Barrès, coautor do estudo. *Com informações do FuturitySão PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/saude/alimentos-ultraprocessados-afetam-fertilidade-e-metabolismo-masculino-aponta-estudo
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