Inflação desacelera e sobe 0,07% em julho, diz IBGE
No ano, o IPCA acumula alta de 3,44%; levando em consideração os últimos doze meses, houve aumento de 4,44%
A
André de Sena
Dinheiro | Reprodução/Pixabay
O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) informou nesta terça-feira (11) que a inflação de julho foi de 0,07%. Esse resultado mostra uma desaceleração de 0,09 ponto percentual em relação a junho, quando o indicador ficou em 0,16%. No ano, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) acumula uma alta de 3,44%. Levando em consideração os últimos doze meses, houve aumento de 4,44%.
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Entre os grupos medidos pelo IBGE para acompanhar o consumo das famílias, aquele que teve a maior alta em julho foi "habitação", que subiu 0,99% na comparação com o mês anterior. Esse aumento foi puxado pela energia elétrica residencial, que saiu de 1,53% para 3,09%. Esse resultado é explicado por reajustes tarifários aplicados por concessionárias em São Paulo, Porto Alegre e Curitiba.
O grupo "saúde e cuidados pessoais" foi o segundo que mais se valorizou, com alta de 0,40%, impulsionada pelos gastos com artigos de higiene pessoal (0,64%) e plano de saúde (0,42%). Logo em seguida, vem o conjunto "despesas pessoais", que teve aumento de 0,22%.
A maior queda ocorreu no grupo "alimentação e bebidas", com desvalorização de 0,67%. Esse resultado foi puxado pelas baixas nos preços do tomate (-29,09%), batata-inglesa (-19,59%), cenoura (-14,41%) e café moído (-2,45%). Outro fator que determinante para a desaceleração foi a diminuição de 0,66% nos gastos com "vestuário".
Variação do IPCA em cada grupo medido pelo IBGE em junho e julho de 2026
Levando em consideração separadamente o IPCA de cada uma das 16 capitais brasileiras incluídas no levantamento, as maiores altas aconteceram, respectivamente, nas cidades de Rio Branco (0,32%), Rio de Janeiro (0,30%) e São Paulo (0,29%). Já as quedas mais expressivas ocorreram em Belém (-0,45%), Salvador (-0,32%) e Curitiba (-0,21%).
Variação do IPCA em junho e julho em cada região medida pelo IBGE
INPC
Calculado pelo IBGE desde 1980, o IPCA leva em consideração famílias com ganho mensal de um a 40 salários mínimos. Para medir a situação da população de baixa renda, o instituto calcula o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), que se concentra somente nos lares com rendimento de um a cinco salários mínimos. Em julho, o indicador apresentou uma queda de 0,01%.
A alta acumulada é de 3,50% em 2026 e de 4,10% nos últimos 12 meses. Esse resultado fica abaixo dos 4,33% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Esse resultado foi puxado pelos produtos alimentícios, que saíram de -0,29% em junho para -0,74% em julho. Já os produtos não alimentícios tiveram uma variação positiva, passando de de 0,28% em junho para 0,23% em julho.
Inflação desacelera e sobe 0,07% em julho, diz IBGENo ano, o IPCA acumula alta de 3,44%; levando em consideração os últimos doze meses, houve aumento de 4,44%Economia2026-08-11T12:24:46.505ZO IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) informou nesta terça-feira (11) que a inflação de julho foi de 0,07%. Esse resultado mostra uma desaceleração de 0,09 ponto percentual em relação a junho, quando o indicador ficou em 0,16%. No ano, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) acumula uma alta de 3,44%. Levando em consideração os últimos doze meses, houve aumento de 4,44%. Entre os grupos medidos pelo IBGE para acompanhar o consumo das famílias, aquele que teve a maior alta em julho foi "habitação", que subiu 0,99% na comparação com o mês anterior. Esse aumento foi puxado pela energia elétrica residencial, que saiu de 1,53% para 3,09%. Esse resultado é explicado por reajustes tarifários aplicados por concessionárias em São Paulo, Porto Alegre e Curitiba. O grupo "saúde e cuidados pessoais" foi o segundo que mais se valorizou, com alta de 0,40%, impulsionada pelos gastos com artigos de higiene pessoal (0,64%) e plano de saúde (0,42%). Logo em seguida, vem o conjunto "despesas pessoais", que teve aumento de 0,22%. A maior queda ocorreu no grupo "alimentação e bebidas", com desvalorização de 0,67%. Esse resultado foi puxado pelas baixas nos preços do tomate (-29,09%), batata-inglesa (-19,59%), cenoura (-14,41%) e café moído (-2,45%). Outro fator que determinante para a desaceleração foi a diminuição de 0,66% nos gastos com "vestuário". Levando em consideração separadamente o IPCA de cada uma das 16 capitais brasileiras incluídas no levantamento, as maiores altas aconteceram, respectivamente, nas cidades de Rio Branco (0,32%), Rio de Janeiro (0,30%) e São Paulo (0,29%). Já as quedas mais expressivas ocorreram em Belém (-0,45%), Salvador (-0,32%) e Curitiba (-0,21%). INPC Calculado pelo IBGE desde 1980, o IPCA leva em consideração famílias com ganho mensal de um a 40 salários mínimos. Para medir a situação da população de baixa renda, o instituto calcula o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), que se concentra somente nos lares com rendimento de um a cinco salários mínimos. Em julho, o indicador apresentou uma queda de 0,01%. A alta acumulada é de 3,50% em 2026 e de 4,10% nos últimos 12 meses. Esse resultado fica abaixo dos 4,33% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Esse resultado foi puxado pelos produtos alimentícios, que saíram de -0,29% em junho para -0,74% em julho. Já os produtos não alimentícios tiveram uma variação positiva, passando de de 0,28% em junho para 0,23% em julho.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/inflacao-desacelera-e-sobe-0-07-em-julho-diz-ibge
Intervenção ocorre nesta terça (11) e prevê suspensão do abastecimento na Zona Sul de SP; normalização gradual deve ocorrer entre quinta (13) e sexta (14)