Vamos adotar reciprocidade quando adequado, diz ministro
Márcio Elias Rosa, chefe da pasta de Desenvolvimento e Indústria, disse que medida precisa ferir os EUA, se não o Brasil perderá o controle da negociação
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Ighor Nóbrega
O ministro do Desenvolvimento e Indústria, Márcio Elias Rosa | Júlio César Silva/MDIC
O ministro do Desenvolvimento e Indústria, Márcio Elias Rosa, disse nesta quarta-feira (22) que o Brasil pode adotar o princípio de reciprocidade contra o tarifaço imposto pelos Estados Unidos na semana passada, mas que a medida ainda está em análise e só será aplicada quando for “adequado e necessário”.
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“A lei não nos dá o direito de perder a razão. O instrumento da reciprocidade está à nossa disposição e é diferente de retaliação ou de vingança. O problema é que precisamos primeiro dimensionar qual a medida que eventualmente poderia corresponder a uma reciprocidade. E se ela não pode produzir um efeito negativo reflexo”, afirmou Elias Rosa em entrevista à Rádio Bandeirantes.
Na visão do ministro, o Brasil fez o possível para negociar um acordo com os EUA e evitar as tarifas de 25% sobre suas exportações, mas, segundo ele, Washington não estava “conectado com a realidade”.
“Se as questões fossem meramente comerciais e econômicas, eu não tenho dúvidas que nós teríamos chegado a um consenso, mas infelizmente elas não são. Do lado brasileiro, sempre foram. Do lado norte-americano, foram ideológicas ou políticas", declarou.
Elias Rosa afirmou que o governo brasileiro participou de mais de 30 reuniões com o governo de Donald Trump e que em todas foram apresentadas propostas para evitar as taxas comerciais.
Segundo ele, o Planalto identificou ainda no encontro entre Trump e Lula na Casa Branca, em maio, que não conseguiria chegar a um acordo no prazo de 30 dias estabelecido pela administração do republicano. Mesmo assim, ele ressaltou que a equipe do governo, liderada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin e pelo chanceler Mauro Vieira manteve contato direto constante com Washington.
O ministro disse que, por causa da postura norte-americana, as novas tarifas têm mais caráter de sanção do que de regulamentação de mercado. Ele rechaçou as justificativas dos EUA para aplicar a medidas, como o uso do Pix e o desmatamento, e lamentou que a “outra parte” não estava “embasando a discussão com motivos verdadeiros”.
Sobre o risco de o Brasil sofrer com uma nova taxa de 12,5% a partir da investigação por trabalho forçado, o chefe do Ministério da Indústria disse esperar uma definição na sexta-feira (24). Se confirmada, essas tarifas abrangerão cerca de 60 países.
Vamos adotar reciprocidade quando adequado, diz ministroMárcio Elias Rosa, chefe da pasta de Desenvolvimento e Indústria, disse que medida precisa ferir os EUA, se não o Brasil perderá o controle da negociaçãoPolítica2026-07-22T13:21:27.285ZO ministro do Desenvolvimento e Indústria, Márcio Elias Rosa, disse nesta quarta-feira (22) que o Brasil pode adotar o princípio de reciprocidade contra o tarifaço imposto pelos Estados Unidos na semana passada, mas que a medida ainda está em análise e só será aplicada quando for “adequado e necessário”. “A lei não nos dá o direito de perder a razão. O instrumento da reciprocidade está à nossa disposição e é diferente de retaliação ou de vingança. O problema é que precisamos primeiro dimensionar qual a medida que eventualmente poderia corresponder a uma reciprocidade. E se ela não pode produzir um efeito negativo reflexo”, afirmou Elias Rosa em entrevista à Rádio Bandeirantes. Na visão do ministro, o Brasil fez o possível para negociar um acordo com os EUA e evitar as tarifas de 25% sobre suas exportações, mas, segundo ele, Washington não estava “conectado com a realidade”. “Se as questões fossem meramente comerciais e econômicas, eu não tenho dúvidas que nós teríamos chegado a um consenso, mas infelizmente elas não são. Do lado brasileiro, sempre foram. Do lado norte-americano, foram ideológicas ou políticas", declarou. Elias Rosa afirmou que o governo brasileiro participou de mais de 30 reuniões com o governo de Donald Trump e que em todas foram apresentadas propostas para evitar as taxas comerciais. Segundo ele, o Planalto identificou ainda no encontro entre Trump e Lula na Casa Branca, em maio, que não conseguiria chegar a um acordo no prazo de 30 dias estabelecido pela administração do republicano. Mesmo assim, ele ressaltou que a equipe do governo, liderada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin e pelo chanceler Mauro Vieira manteve contato direto constante com Washington. O ministro disse que, por causa da postura norte-americana, as novas tarifas têm mais caráter de sanção do que de regulamentação de mercado. Ele rechaçou as justificativas dos EUA para aplicar a medidas, como o uso do Pix e o desmatamento, e lamentou que a “outra parte” não estava “embasando a discussão com motivos verdadeiros”. Sobre o risco de o Brasil sofrer com uma nova taxa de 12,5% a partir da investigação por trabalho forçado, o chefe do Ministério da Indústria disse esperar uma definição na sexta-feira (24). Se confirmada, essas tarifas abrangerão cerca de 60 países. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/vamos-adotar-reciprocidade-quando-adequado-diz-ministro
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