"Se eu não tivesse esperança, eu não estaria aqui", diz advogado de Bolsonaro após voto de Fux
Defesas dos réus celebraram o voto do ministro Luiz Fux, que defendeu a nulidade do julgamento sobre articulação de golpe de Estado
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SBT Brasil
O voto do ministro Luiz Fux, que defendeu a nulidade do julgamento no STF sobre tentativa de golpe de Estado, foi celebrado pelos advogados dos réus nesta quarta-feira (10). A manifestação do magistrado gerou confiança nas defesas e também entre parlamentares da base de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
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"Não existe participação do presidente no Punhal Verde e Amarelo, em 8 de janeiro. Se eu não tivesse esperança, eu não estaria aqui. Tem uma defesa posta, e eu acho que a gente tem esperança, sim", afirmou Villardi.
Outros advogados reforçaram os argumentos de Fux sobre a incompetência do Supremo Tribunal Federal para julgar a ação e o cerceamento do direito de defesa, alegando que o curto prazo para análise dos documentos prejudicou a atuação da defesa.
José Luis de Oliveira, advogado de Braga Netto, ressaltou:
"Recebemos cópia do processo em junho e depois em julho. Portanto, é absolutamente impossível que o direito de defesa tenha sido garantido em sua plenitude."
Parlamentares avaliam possíveis brechas jurídicas
A divergência do ministro Luiz Fux já era esperada por apoiadores de Bolsonaro, que acreditam que o voto pode abrir brechas para questionamentos jurídicos futuros.
O deputado federal Luciano Zucco (PL-RS) comentou que a declaração do ministro pode gerar "grande insegurança jurídica".
"Quero deixar claro a importante declaração do ministro Fux, que vai gerar grande insegurança jurídica. Teremos, com certeza, a entrada de dezenas, centenas de pedidos de revisão e de anulação", afirmou Zucco.
Apesar do desapontamento de parte do grupo, parlamentares da base do governo afirmam que a decisão não terá impacto jurídico sobre o andamento do processo. Para o deputado Rogério Correia (PT-MG), o voto não mudará o resultado.
"Um voto divergente, se ele é apenas do Fux, do ponto de vista jurídico não tem a menor diferença. Bolsonaro vai ser julgado da mesma forma, estamos convictos disso", declarou Correia.
Congresso articula anistia
Enquanto o julgamento não termina, o governo intensifica articulações no Congresso para evitar que o projeto da anistia avance. Alguns parlamentares consideram que o presidente da Câmara, Hugo Motta, não estaria seguro para pautar a proposta e que não deve patrociná-la para “não atrair a ira do Supremo”.
O líder do Partido Liberal (PL) na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou nesta segunda-feira (8) já ter reunido 264 assinaturas de deputados para pautar o projeto de lei, número superior às 257 necessárias para levar a proposta ao plenário.
"Estamos confiantes de que, passada a conclusão do julgamento, o presidente terá total liberdade para colocar o projeto na pauta e, quem sabe, votar urgência e mérito na próxima semana. Essa é minha esperança", disse Sóstenes.
O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, destacou que o texto pode interferir no processo. Na última quarta-feira (3), ele classificou o projeto de lei como uma “loucura” e ressaltou que a proposta tem o objetivo de “atrapalhar e tumultuar” o julgamento.
"Estamos conversando com cada líder e deputado. Qualquer decisão da Câmara seria uma brutal interferência no julgamento em curso", afirmou Farias.
"Se eu não tivesse esperança, eu não estaria aqui", diz advogado de Bolsonaro após voto de FuxDefesas dos réus celebraram o voto do ministro Luiz Fux, que defendeu a nulidade do julgamento sobre articulação de golpe de EstadoPolítica2025-09-11T01:40:53.367ZO do julgamento no STF sobre tentativa de golpe de Estado, foi celebrado pelos advogados dos réus nesta quarta-feira (10). A manifestação do magistrado gerou confiança nas defesas e também entre parlamentares da base de apoio ao ex-presidente Durante a sessão, o advogado do ex-presidente, Celso Villardi, demonstrou otimismo quanto à estratégia da defesa. + "Não existe participação do presidente no Punhal Verde e Amarelo, em 8 de janeiro. Se eu não tivesse esperança, eu não estaria aqui. Tem uma defesa posta, e eu acho que a gente tem esperança, sim", afirmou Villardi. Outros advogados reforçaram os argumentos de Fux sobre a incompetência do Supremo Tribunal Federal para julgar a ação e o cerceamento do direito de defesa, alegando que o curto prazo para análise dos documentos prejudicou a atuação da defesa. + José Luis de Oliveira, advogado de Braga Netto, ressaltou: "Recebemos cópia do processo em junho e depois em julho. Portanto, é absolutamente impossível que o direito de defesa tenha sido garantido em sua plenitude." Parlamentares avaliam possíveis brechas jurídicas A divergência do ministro Luiz Fux já era esperada por apoiadores de Bolsonaro, que acreditam que o voto pode abrir brechas para questionamentos jurídicos futuros. O deputado federal Luciano Zucco (PL-RS) comentou que a declaração do ministro pode gerar "grande insegurança jurídica". "Quero deixar claro a importante declaração do ministro Fux, que vai gerar grande insegurança jurídica. Teremos, com certeza, a entrada de dezenas, centenas de pedidos de revisão e de anulação", afirmou Zucco. Apesar do desapontamento de parte do grupo, parlamentares da base do governo afirmam que a decisão não terá impacto jurídico sobre o andamento do processo. Para o deputado Rogério Correia (PT-MG), o voto não mudará o resultado. "Um voto divergente, se ele é apenas do Fux, do ponto de vista jurídico não tem a menor diferença. Bolsonaro vai ser julgado da mesma forma, estamos convictos disso", declarou Correia. Congresso articula anistia Enquanto o julgamento não termina, o governo intensifica articulações no Congresso para evitar que o projeto da anistia avance. Alguns parlamentares consideram que o presidente da Câmara, Hugo Motta, não estaria seguro para pautar a proposta e que não deve patrociná-la para “não atrair a ira do Supremo”. + O líder do Partido Liberal (PL) na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou nesta segunda-feira (8) já ter reunido 264 assinaturas de deputados para pautar o projeto de lei, número superior às 257 necessárias para levar a proposta ao plenário. "Estamos confiantes de que, passada a conclusão do julgamento, o presidente terá total liberdade para colocar o projeto na pauta e, quem sabe, votar urgência e mérito na próxima semana. Essa é minha esperança", disse Sóstenes. O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, destacou que o texto pode interferir no processo. Na última quarta-feira (3), ele classificou o projeto de lei como uma “loucura” e ressaltou que a proposta tem o objetivo de “atrapalhar e tumultuar” o julgamento. "Estamos conversando com cada líder e deputado. Qualquer decisão da Câmara seria uma brutal interferência no julgamento em curso", afirmou Farias.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/se-eu-nao-tivesse-esperanca-eu-nao-estaria-aqui-diz-advogado-de-bolsonaro-apos-voto-de-fux