Verão desafiador: especialista traz as expectativas para a estação mais quente do ano
Período terá temperaturas acima da média e chuvas irregulares; veja como se preparar
SBT News
O verão teve início neste domingo (21) no Hemisfério Sul – no dia do solstício de verão, que marca o dia mais longo e noite mais curta do ano. A estação, que se estende até 21 de março de 2026, promete ser desafiadora para os brasileiros.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
A previsão indica um período de calor intenso, com temperaturas acima da média e chuvas irregulares em grande parte do país, influenciadas por sistemas de alta pressão que bloqueiam o avanço de frentes frias.
Para entender melhor o que esperar dos próximos meses, a jornalista Marina Demori conversou com a especialista em meteorologia Maria Clara Sassaki durante o News Domingo, no SBT News. Sassaki explicou os fenômenos atmosféricos que atuarão sobre o clima brasileiro e detalhou como a população deve se preparar para uma temporada que, embora após uma primavera amena, deve registrar picos elevados nos termômetros.
O que explica a previsão de temperaturas acima da média neste verão?
"A atmosfera não estará muito favorável para trazer as frentes frias para o Sudeste do Brasil. Esses sistemas se formam, mas a circulação de ventos no alto da atmosfera dificulta o seu avanço. Com isso, chove muito na Região Sul, mas no Sudeste e Centro-Oeste a frente fria passa mais afastada, no oceano. Sem a chegada frequente desse ar polar e da umidade, temos muitos dias ensolarados que favorecem o aquecimento gradual, mantendo as temperaturas acima da média."
Quais regiões devem sentir mais a redução das chuvas?
"Uma boa parte do Brasil deve observar chuvas abaixo da média climatológica. Isso não significa que ficará seco o tempo todo, mas os volumes não atingirão o esperado para a época. As áreas mais afetadas incluem o Sudeste, o Centro-Oeste, o interior do Nordeste, o Tocantins, além do sul do Pará, sul do Amazonas e Rondônia."
Esse cenário aumenta o risco de ondas de calor ou estiagens?
"Sim, a falta de chuva é preocupante nesse sentido, aumentando a possibilidade de períodos de estiagem e a ocorrência de veranicos (sequência de dias muito quentes). Alguns municípios do interior podem registrar temperaturas próximas aos 40°C. No entanto, a chance de batermos recordes históricos de calor, como ocorreu no ano passado, é menor, pois estamos vindo de um inverno mais rigoroso e uma primavera com menos extremos."
Há chance de eventos extremos, como temporais intensos, mesmo com menos chuva?
"Com certeza. Mesmo com a chuva abaixo da média, os temporais de fim de tarde não estão descartados. A temperatura elevada serve de combustível para a formação de nuvens carregadas. Portanto, existe um alto potencial para alagamentos, enchentes, quedas de árvores e ventania, especialmente nos grandes centros urbanos, como São Paulo e Campinas."
Que cuidados a população deve ter diante desse verão mais quente?
"Diante do calorão, as recomendações médicas e dos especialistas reforçadas durante a cobertura são claras: é fundamental manter a hidratação constante, andando sempre com uma garrafa de água. Além disso, deve-se evitar a exposição direta ao sol entre 10h e 16h, usar protetor solar e dar preferência a roupas leves para amenizar a sensação térmica."
Verão desafiador: especialista traz as expectativas para a estação mais quente do anoPeríodo terá temperaturas acima da média e chuvas irregulares; veja como se prepararBrasil2025-12-21T20:54:28.106ZO verão teve início neste domingo (21) no Hemisfério Sul – no dia do solstício de verão, que marca o dia mais longo e noite mais curta do ano. A estação, que se estende até 21 de março de 2026, promete ser desafiadora para os brasileiros. A previsão indica um período de calor intenso, com temperaturas acima da média e chuvas irregulares em grande parte do país, influenciadas por sistemas de alta pressão que bloqueiam o avanço de frentes frias. Para entender melhor o que esperar dos próximos meses, a jornalista Marina Demori conversou com a especialista em meteorologia Maria Clara Sassaki durante o News Domingo, no SBT News. Sassaki explicou os fenômenos atmosféricos que atuarão sobre o clima brasileiro e detalhou como a população deve se preparar para uma temporada que, embora após uma primavera amena, deve registrar picos elevados nos termômetros. O que explica a previsão de temperaturas acima da média neste verão? "A atmosfera não estará muito favorável para trazer as frentes frias para o Sudeste do Brasil. Esses sistemas se formam, mas a circulação de ventos no alto da atmosfera dificulta o seu avanço. Com isso, chove muito na Região Sul, mas no Sudeste e Centro-Oeste a frente fria passa mais afastada, no oceano. Sem a chegada frequente desse ar polar e da umidade, temos muitos dias ensolarados que favorecem o aquecimento gradual, mantendo as temperaturas acima da média." Quais regiões devem sentir mais a redução das chuvas? "Uma boa parte do Brasil deve observar chuvas abaixo da média climatológica. Isso não significa que ficará seco o tempo todo, mas os volumes não atingirão o esperado para a época. As áreas mais afetadas incluem o Sudeste, o Centro-Oeste, o interior do Nordeste, o Tocantins, além do sul do Pará, sul do Amazonas e Rondônia." Esse cenário aumenta o risco de ondas de calor ou estiagens? "Sim, a falta de chuva é preocupante nesse sentido, aumentando a possibilidade de períodos de estiagem e a ocorrência de veranicos (sequência de dias muito quentes). Alguns municípios do interior podem registrar temperaturas próximas aos 40°C. No entanto, a chance de batermos recordes históricos de calor, como ocorreu no ano passado, é menor, pois estamos vindo de um inverno mais rigoroso e uma primavera com menos extremos." Há chance de eventos extremos, como temporais intensos, mesmo com menos chuva? "Com certeza. Mesmo com a chuva abaixo da média, os temporais de fim de tarde não estão descartados. A temperatura elevada serve de combustível para a formação de nuvens carregadas. Portanto, existe um alto potencial para alagamentos, enchentes, quedas de árvores e ventania, especialmente nos grandes centros urbanos, como São Paulo e Campinas." Que cuidados a população deve ter diante desse verão mais quente? "Diante do calorão, as recomendações médicas e dos especialistas reforçadas durante a cobertura são claras: é fundamental manter a hidratação constante, andando sempre com uma garrafa de água. Além disso, deve-se evitar a exposição direta ao sol entre 10h e 16h, usar protetor solar e dar preferência a roupas leves para amenizar a sensação térmica."São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/mais-calor-e-menos-chuvas-especialista-traz-as-expectativas-para-o-verao
Caso Lulinha: “fazer justiça, doa quem doer”, diz Haddad
Candidato do PT ao governo de São Paulo aprova investigação relacionada ao suposto vazamento de informações sigilosas sobre processo que apura fraudes no INSS
Ações da Oncoclínicas disparam antes de julgamento da CVM
Papeis da empresa, que está em recuperação judicial, subiram 34% na véspera da decisão sobre Oferta Pública de Ações (OPA), que deve movimentar R$ 6 bilhoes