Rubio reitera tarifaço dos EUA em carta a Flávio Bolsonaro
Secretário de Estado não atende pedido para poupar o Brasil de novas tarifas e cita investigação comercial aberta pelos Estados Unidos
Warley Júnior, Raquel Landim , Valentina Moreira
Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e senador e pré-candidato do PL a presidente, Flávio Bolsonaro (RJ), em encontro nos Estados Unidos | Reprodução/X (ex-Twitter)/@pfigueiredo08
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, respondeu à carta enviada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), mas não atendeu ao pedido para que o governo americano desistisse de impor novas tarifas sobre produtos brasileiros. Na resposta, Rubio reiterou a investigação comercial aberta contra o Brasil e afirmou que ainda há "diferenças substanciais" entre os dois países.
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Na carta, Rubio lembra que o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, concluiu que "certos atos, políticas e práticas do Brasil são irracionais ou discriminatórios e oneram ou restringem o comércio dos EUA". Segundo ele, a proposta de medidas em resposta, incluindo novas tarifas, foi apresentada para consulta pública.
O secretário afirmou ainda que o governo americano "continua tendo diferenças substanciais" com o Brasil em temas como comércio digital, serviços de pagamentos eletrônicos, tarifas preferenciais consideradas injustas, combate à corrupção, proteção da propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal.
Rubio também destacou que qualquer interessado no Brasil pode participar da consulta pública aberta pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), cujo prazo para envio de contribuições termina em 1º de julho. Umaaudiência pública está prevista para 6 de julho.
O secretário também reafirmou o interesse dos EUA em manter uma parceria com o Brasil. "Os Estados Unidos permanecem firmes em seu desejo de ver um Brasil próspero, seguro e economicamente estável", escreveu. Rubio acrescentou ainda que o governo norte-americano está "pronto para trabalhar de forma cooperativa com os líderes escolhidos pelo povo brasileiro" em um acordo comercial e de investimentos.
Carta de Rúbio a Flávio Bolsonaro reforçando tarifaço contra o Brasil | Reprodução
Relembre
Na carta enviada no início do mês, Flávio Bolsonaro pediu que os Estados Unidos não aplicassem novas tarifas ao Brasil. O senador argumentou que a economia brasileira enfrenta deterioração fiscal e econômica e afirmou que uma sobretaxa "causaria sérios prejuízos ao povo brasileiro".
No começo de junho, o USTR concluiu uma investigação com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 e afirmou que determinadas políticas e práticas brasileiras são "irracionais" ou "discriminatórias" e "oneram" ou "restringe" o comércio americano.
Como resposta, o governo dos EUA propôs uma tarifa de 25% sobre mercadorias brasileiras, com algumas exceções, além de uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos do Brasil e de outros 59 países, relacionada a uma investigação sobre importações produzidas com trabalho forçado.
Rubio reitera tarifaço dos EUA em carta a Flávio BolsonaroSecretário de Estado não atende pedido para poupar o Brasil de novas tarifas e cita investigação comercial aberta pelos Estados UnidosPolítica2026-06-26T14:38:47.326ZO secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, respondeu à , mas não atendeu ao pedido para que o governo americano desistisse de impor novas tarifas sobre produtos brasileiros. Na resposta, Rubio reiterou a investigação comercial aberta contra o Brasil e afirmou que ainda há "diferenças substanciais" entre os dois países. Na carta, Rubio lembra que o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, concluiu que "certos atos, políticas e práticas do Brasil são irracionais ou discriminatórios e oneram ou restringem o comércio dos EUA". Segundo ele, a proposta de medidas em resposta, incluindo novas tarifas, foi apresentada para consulta pública. O secretário afirmou ainda que o governo americano "continua tendo diferenças substanciais" com o Brasil em temas como comércio digital, serviços de pagamentos eletrônicos, tarifas preferenciais consideradas injustas, combate à corrupção, proteção da propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal. Rubio também destacou que qualquer interessado no Brasil pode participar da consulta pública aberta pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), cujo prazo para envio de contribuições termina em 1º de julho. Uma . O secretário também reafirmou o interesse dos EUA em manter uma parceria com o Brasil. "Os Estados Unidos permanecem firmes em seu desejo de ver um Brasil próspero, seguro e economicamente estável", escreveu. Rubio acrescentou ainda que o governo norte-americano está "pronto para trabalhar de forma cooperativa com os líderes escolhidos pelo povo brasileiro" em um acordo comercial e de investimentos. Relembre Na carta enviada no início do mês, Flávio Bolsonaro pediu que os Estados Unidos não aplicassem novas tarifas ao Brasil. O senador argumentou que a economia brasileira enfrenta deterioração fiscal e econômica e afirmou que uma sobretaxa "causaria sérios prejuízos ao povo brasileiro". No começo de junho, o USTR concluiu uma investigação com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 e afirmou que determinadas políticas e práticas brasileiras são "irracionais" ou "discriminatórias" e "oneram" ou "restringe" o comércio americano. Como resposta, o governo dos EUA propôs uma tarifa de 25% sobre mercadorias brasileiras, com algumas exceções, além de uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos do Brasil e de outros 59 países, relacionada a uma investigação sobre importações produzidas com trabalho forçado. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/rubio-reitera-tarifaco-dos-eua-em-carta-a-flavio-bolsonaro
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