Política

Racha no BRICS deve exigir cautela de Lula após Brasil condenar ataques ao Irã

Presidente ainda não se manifestou publicamente sobre o conflito e monitora a escalada de ataques

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Criado em 2001, o Brics reúne as maiores economias emergentes do mundo. Foto: Agência Brasil

O presidente Lula deve usar o “pragmatismo” com ética para se manifestar sobre o conflito no Oriente Médio. É o que afirmam assessores do Palácio do Planalto que monitoram a situação.

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O governo brasileiro condenou o ataque ao Irã feito pelos Estados Unidos e por Israel, no entanto, Lula ainda não se manifestou publicamente sobre o assunto.

O conflito coloca em lados opostos países do BRICS - o grupo econômico com dez países emergentes - entre eles, o Brasil, o próprio Irã, o Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita. Com a guerra, que começou no sábado (27), a Índia, que atualmente preside o BRICS, saiu em defesa de Israel. Já China e Rússia, que também compõem o bloco, assim como o governo brasileiro, ficaram do lado dos iranianos.

Diplomatas dizem que Lula deverá se manifestar pedindo paz e o fim do conflito, mas deve evitar o tom mais incisivo, como fez depois da guerra em Gaza. Em junho do ano passado, quando o Irã também foi atacado, o BRICS emitiu nota conjunta condenando os ataques, o que não ocorreu agora. Bases militares na Árabia Saudita e Emirados Árabes Unidos foram atingidas por mísseis iranianos, e os governos desses países têm reagido aos ataques.

O chanceler Celso Amorim, assessor especial da presidência, afirmou ao SBT News que o conflito no Oriente Médio será um grande teste para o BRICS e para o Brasil, já que o presidente Lula é um dos principais entusiastas para que o bloco seja consolidado e se transforme em alternativa à polarização EUA e China.

No ano passado, o presidente Donald Trump manifestou incômodo com o BRICS e usou o tarifaço para punir os países emergentes, logo depois que o Brasil sediou encontro no Rio de Janeiro.

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