Política

“PSB pode liderar o campo progressista, mas hoje está focado na reeleição de Lula”, afirma Pedro Campos

Deputado federal afirmou em entrevista ao Sala de Imprensa que o pai, Eduardo Campos, previu guinada de movimento da extrema direita

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Basília Rodrigues , Ranier Bragon, José Matheus Santos
05/04/2026, 18:10 • Atualizado em 05/04/2026, 18:10
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O vice-líder do governo na Câmara, Pedro Campos (PSB-PE), afirmou ao SBT News que vê as eleições de 2026 como o fechamento de um ciclo em que o partido está focado na reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice Geraldo Alckmin (PSB). Em entrevista ao programa Sala de Imprensa, o deputado falou das estratégias do campo progressista para esta e as próximas eleições.

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“Esse é o último ciclo. A gente não sabe se Lula será candidato em 2034, mas em 2030, ele sendo reeleito agora, não poderá ser candidato. E, é natural, que os partidos de acordo com o que construirem nesses 4 anos, vão colocar os seus nomes à disposição”, avaliou.
“Agora, ninguém precisa viver a eleição de 2030, antes de viver a eleição de 2026, onde todos estamos focados na reeleição do presidente Lula”, disse.

Além de Alckmin, o PSB ampliou o quadro de presidenciáveis com a filiação de Simone Tebet e Rodrigo Pacheco, que deixaram partidos mais de centro-direita, e possui políticos mais jovens que também são cotados para eleição presidencial no futuro, como João Campos (PSB-PE) e Tábata Amaral (PSB-SP), que são irmão e cunhada de Pedro.

“São princípios que essas pessoas também comungam. Por exemplo, a defesa da luta e da organização da luta do povo, da democracia, da soberania nacional, do olhar prioritário por aquelas pessoas que são historicamente excluídas. Esses são os princípios fundadores do PSB. É lógico que dentro de um partido, você não tem um pensamento único. Eu, por exemplo, talvez esteja mais à esquerda do que alguns colegas do partido. Agora, o partido de maneira geral, é de centro-esquerda”, explicou.
“O PSB tem quadros que são capazes de liderar projetos políticos no campo progressista e isso em vários níveis. Agora, a gente tem que entender que na política existem momentos para que isso aconteça. Hoje, por exemplo, nós estamos focados na reeleição do presidente Lula, que foi o maior presidente da história do nosso país, que é candidato à reeleição e que vai contar com nosso apoio”, reforçou.

Para Pedro Campos, a eleição de Jair Bolsonaro, em 2018, foi resultado de um sentimento de insatisfação dos brasileiros com a classe política e o Brasil, que ele avalia ter sido interpretado pelo pai, Eduardo Campos, nas eleições de 2014. Eduardo foi candidato à presidência da República naquele ano, mas teve a carreira política interrompida por um acidente aéreo.

“Infelizmente, depois da partida de Eduardo (Campos), veio o Bolsonaro quatro anos depois e acabou mobilizando essas insatisfações em torno de um projeto autoritário, de extrema direita, reacionário. E eu lembro, vi discursos do meu pai, em 2014, que diziam ‘se nós do campo progressista não formos capazes de oferecer uma solução dentro do nosso campo, que mobilize e anime essas pessoas que estão insatisfeitas, quem vai chegar são as pessoas que nunca fizeram nada pelo Brasil, que são reacionárias, que defenderam a ditadura e que vão mobilizar esse sentimento’. Acabou virando uma previsão do que aconteceu em 2018”, observou.

Na Câmara, Pedro Campos foi relator da ampliação da licença paternidade, tarifa social de água e propôs apuração na comissão de Segurança Pública de uma campanha na internet que pregava violência contra mulheres, entre outras propostas. O programa Sala de Imprensa vai ao ar neste domingo, às 19h.

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