Polícia prende 10 por lavagem de dinheiro com bitcoin no RJ
Investigação aponta que Comando Vermelho usava criptomoedas e furto de energia para ocultar dinheiro do tráfico no Complexo do Lins
A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu dez suspeitos durante uma operação contra lavagem de dinheiro do tráfico de drogas nesta sexta-feira (22).
Segundo as investigações, integrantes do Comando Vermelho (CV) utilizavam criptomoedas (bitcoin) para ocultar recursos obtidos com o tráfico no Complexo do Lins, na zona norte da capital fluminense.
A ação foi realizada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais dentro da Operação Contenção.
Como funcionava o esquema com criptomoedas?
Segundo a polícia, a facção mantinha uma estrutura clandestina de registros de bitcoin usada para lavar dinheiro do tráfico de drogas.
Os investigadores afirmam que o grupo realizava transferências internacionais com ativos digitais para dificultar o rastreamento da origem dos recursos pelas autoridades.
Para manter os computadores ligados 24 horas por dia, os criminosos teriam montado um esquema de furto de energia elétrica em larga escala, apelidado pelos investigadores de “criptogato”.
De acordo com a polícia, a energia desviada era utilizada para alimentar equipamentos usados na operação com criptomoedas.
A Operação Contenção cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão em comunidades do Complexo do Lins.
As investigações apontam que os suspeitos utilizavam aplicativos de mensagens para monitorar a movimentação policial em tempo real, alertando criminosos sobre a chegada de viaturas, blindados e helicópteros.
Entre os presos está Fabrício Cobos de Oliveira, apontado como gerente do tráfico e de roubos na região.
Segundo a polícia, ele tentou fugir de moto para uma área de mata durante a operação, mas foi baleado na perna e capturado. Investigadores afirmam que o suspeito também é conhecido por torturar rivais da facção.
A operação contou com apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais, que utilizou veículos blindados para entrada nas comunidades. Helicópteros da Polícia Civil também participaram da ofensiva.
As investigações continuam para identificar outros integrantes do esquema financeiro da facção.















