Polícia identifica mandante de roubo em biblioteca de SP
Operação cumpre prisões em SP e no RJ; grupo é suspeito de enviar obras ao exterior e atuar no mercado ilegal após roubo na Biblioteca Mário de Andrade

A Polícia Civil de São Paulo identificou o mandante do roubo de obras de arte da Biblioteca Mário de Andrade, no centro da capital paulista, ocorrido em dezembro de 2025. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, uma operação realizada nesta sexta-feira (22) cumpriu três mandados de prisão e 11 de busca e apreensão.
Dois dos alvos de prisão, incluindo o apontado como líder da quadrilha, já estavam detidos no Rio de Janeiro. Eles haviam sido presos anteriormente ao tentar corromper um agente de segurança de um instituto federal para furtar outras obras de arte. Os mandados foram, portanto, cumpridos dentro do sistema penitenciário. Uma mulher suspeita de colaborar com o esquema também foi presa.
De acordo com as investigações, os três integram uma organização criminosa estruturada para avaliar, ocultar, intermediar e negociar clandestinamente obras de arte furtadas, com indícios de envio ao exterior.
As ordens judiciais foram executadas nas cidades de São Paulo, São Bernardo do Campo, Diadema e Rio de Janeiro, incluindo endereços ligados ao mercado de leilões e à comercialização de obras de arte.
Apontado como operador central do esquema, Laéssio Rodrigues de Oliveira agia com rapidez após os furtos. A polícia suspeita que as peças eram encaminhadas ao exterior e negociadas no mercado ilegal.
Laéssio está preso desde abril, após uma operação no Rio de Janeiro. As investigações também identificaram outros integrantes do grupo: Regiane Rodrigues da Silva, Gabriel Pereira Rodrigues de Mello e Carlos Leandro Ferreira da Silva, que também estão detidos.
Segundo a polícia, a quadrilha tinha divisão de tarefas para furtar, esconder e comercializar ilegalmente obras e peças do patrimônio cultural brasileiro.















