Mais de 100 mulheres acusam ginecologista de abuso no ES
Pacientes acusam médico de importunação durante consultas; uma das vítimas gravou parte do atendimento
Um médico ginecologista é acusado de importunação sexual e abuso durante consultas no Espírito Santo. Segundo relatos das vítimas, mais de 100 mulheres denunciaram comportamentos considerados abusivos atribuídos ao médico Tolentino Ferreira de Freitas Filho.
Uma das pacientes chegou a gravar parte de uma consulta de ultrassom. No vídeo, é possível ouvir o médico fazendo perguntas de cunho íntimo durante o atendimento.
Segundo os relatos, os abusos teriam ocorrido principalmente em uma clínica de propriedade do médico, em Vila Velha, na Grande Vitória.
Uma das pacientes afirmou que procurou o ginecologista após sofrer dois abortos e engravidar novamente. Ela relatou que o profissional teria se aproveitado de um momento de fragilidade emocional durante a consulta.
A vítima identificada como Rozi Faltz afirmou que já reuniu relatos de cerca de 120 mulheres que dizem ter passado por situações semelhantes.
Segundo ela, muitas pacientes começaram a procurar ajuda após a repercussão das primeiras denúncias nas redes sociais.
O que aconteceu após as denúncias?
De acordo com as mulheres, após a divulgação do caso o médico teria deixado a região da Grande Vitória e passado a viver em uma área rural.
Mesmo após a repercussão das acusações, a clínica voltou a funcionar normalmente dias depois. O local chegou a ser alvo de protestos e teve a fachada pichada.
O que diz a defesa do médico?
A defesa de Tolentino Ferreira de Freitas Filho negou as acusações. Em entrevista ao SBT, o advogado afirmou que o médico atua há mais de 30 anos e possui “conduta exemplar”.
Segundo a defesa, uma funcionária da clínica teria prestado depoimento contradizendo as denúncias apresentadas pelas pacientes.
Após ser procurado pela reportagem, o médico informou, por meio da equipe da clínica, que não comentaria o caso.
As denúncias devem ser analisadas pelas autoridades responsáveis. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre eventual indiciamento ou medidas judiciais relacionadas ao caso.















