Política

Presidente da Unafisco diz que auditor acessou dados de parente de Gilmar, mas nega vazamento

Kléber Cabral afirmou que só um dos quatro investigados pertence à categoria e que os demais “não deveriam ter acesso a dados fiscais relevantes”

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O presidente da Unafisco, Kléber Cabral | Reprodução/SBT News

O presidente da Unafisco, Kléber Cabral, confirmou nesta quarta-feira (18) que o auditor fiscal alvo da operação da Polícia Federal (PF) na terça-feira (17) acessou dados de uma parente do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, mas negou que tenha havido vazamento de informações sigilosas.

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Segundo ele, o caso se restringe a um “acesso imotivado”, sem consulta a dados fiscais relevantes nem extração de conteúdo protegido por sigilo. Também disse que esse acesso sem necessidade funcional “é muito diferente de um vazamento”.

Em entrevista ao programa Poder Expresso, do SBT News, Cabral afirmou que o próprio servidor explicou à administração da Receita Federal que tentou confirmar se a pessoa acessada era ex-esposa de um colega que conhecia há longa data.

“[Ele] entrou lá para ver se eram parentes e parou aí. Não teve acesso a dados fiscais e também não há registro de que essa pessoa, que é uma enteada do ministro Gilmar, teve seus dados vazados”, afirmou.

Cabral explicou que a Receita Federal tem uma “lista de pessoas politicamente expostas justamente para evitar acessos indevidos”.

Segundo ele, quando há tentativa de consulta a dados dessas autoridades, que inclui ministros do STF e seus familiares, o sistema exibe um alerta na tela do servidor e envia comunicação automática ao chefe imediato e, a depender da situação, aos órgãos centrais do Fisco.

O mecanismo, de acordo com Cabral, permite identificar rapidamente quem realizou o acesso e em quais condições.

O presidente do sindicato de auditores explicou ainda que, entre os quatro alvos da operação da PF, apenas um é auditor fiscal. “Em relação aos outros três, [eles] não deveriam ter acesso a dados fiscais relevantes”, afirmou.

Cabral também criticou o “modus operandi” da operação, que, segundo ele, causou surpresa na categoria. Ele relatou “enorme preocupação e indignação” entre os servidores e declarou que “está muito perigoso ser auditor fiscal hoje em dia, sobretudo se você precisar fiscalizar determinadas autoridades”.

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