PP tem tendência de neutralidade nos Estados, reafima Barros
Apesar de acenos de Flávio Bolsonaro por coligação, deputado Ricardo Barros lembra que bolsonaristas afetaram "pretensões" do PP em alguns estados
Marcela Guimarães, Amanda Klein, Basília Rodrigues , Victoria Abel
Deputado Ricardo Barros (PP) | Reprodução
A "expectativa de vitória move os partidos" que integram a Federação União Progressita - União Brasil e Partido Progressita (PP) - para uma posição de netralidade sobre apoiar um único candidato à Presidência da República. A afimação é do deputado federal Ricardo Barros (PP-PR). Em entrevista ao Central de Notícias do SBT News, o representante do PP disse que, embora a federação ainda não tenha difinido oficialmente sobre desistir de Flávio Bolsonaro, o "clima" e a "tendência" é de neutralidade.
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"Os estados têm liberdade, porque a prioridade é eleger deputados e senadores. Neste momento, a neutralidade está permeando os nosso diretórios. É hábito do nosso partido não patrulhar os diretórios estaduais. Cada estado é importante pra nós", afirmou Barros.
Para o deputado, a neutralidade do PP nestas eleições - diferente do que foi em 2022, quando o partido fechou apoio a Jair Bolsonaro - estaria mais ligada à postura do próprio PL, que escolheu apoiar "opositores" nos estados. Segundo ele, o PL tomou decisão em determinados estados que atingiram "pretenções de filiados", citando Santa Catarina como exemplo. Por lá, o senador Esperidião Amim foi preterido para disputar o Senado em função da deputada federal Carol de Toni (PL) e do ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL), o que fez a cúpula estadual progressista romper a aliança com o PL.
"Santa Catarina, que deveria ser bolsonarista ao extremo, o PL escanteou o Esperidião Amim [senado pelo PP] e causou um desconforto, no estado que deveria estar patrocinando a decisão nacional do PP em favor do PL", argumentou.
Flávio Bolsonaro, investigações, Master e Dark Horse
Questionado se a abertura de um inquérito na Polícia Federal para investigar o caso "Dark Horse" - que atinge Flávio Bolsonaro em cheio - poderia teria ser mais um fator para o PP abandonar o candidato, Barros avalia que as investigações "podem atrapalhar coligações em alguns estados", porém, "no contexto das alianças partidárias, esse não parece ser um fator que faça diferença nas decisões dos partidos".
Ricardo Barros diz que as investigações da PF "atingem todos os partidos de todos os espectros", portanto, ele não acredita que as investigações do caso Master e do financiamento do filme Dark Horse sejam um fator determinante para mudança do eleitor. "A não ser que tenha algum fato novo efetivamente relevante que mexa com o humor das pessoas", acrescentou.
"Nós estamos agora num momento, já mais próximo das eleições, em que fatos novos podem melhorar ou piorar a situação de cada candidato. E estes fatos novos devem acontecer, porque essas investigações [Master e Dark Horse] estão se aprofundando em todos os âmbitos do poder público, do sistema partidário", disse Barros.
"O ativismo político do judiciário está muito presente e vão certamente provocar fatos como fizeram nas últimas eleições", concluiu.
"Em um momento em que o presidente Lula é o favorito, por ter a máquina do poder" nas mãos, o Flávio precisa "olhar para dentro", argumenta Barros. Segundo ele, o favoritismo de Lula afeta as intenções de coligações do PL com partidos do centrão, e não dá muita margem ao Partido Liberal.
"Entre o certo e o duvidoso, ele [Flávio Bolsonaro] joga no certo. Melhor ele garantir o apoio interno do PL do que tentar outros partidos e enfraquecer sua posição eternamente", avalia Barros.
PP tem tendência de neutralidade nos Estados, reafima BarrosApesar de acenos de Flávio Bolsonaro por coligação, deputado Ricardo Barros lembra que bolsonaristas afetaram "pretensões" do PP em alguns estadosPolítica2026-07-23T21:00:10.560ZA "expectativa de vitória move os partidos" que integram a Federação União Progressita - União Brasil e Partido Progressita (PP) - para uma posição de netralidade sobre apoiar um único candidato à Presidência da República. A afimação é do deputado federal Ricardo Barros (PP-PR). Em entrevista ao Central de Notícias do SBT News, o representante do PP disse que, embora a federação ainda não tenha difinido oficialmente sobre , o "clima" e a "tendência" é de neutralidade. "Os estados têm liberdade, porque a prioridade é eleger deputados e senadores. Neste momento, a neutralidade está permeando os nosso diretórios. É hábito do nosso partido não patrulhar os diretórios estaduais. Cada estado é importante pra nós", afirmou Barros. Para o deputado, a neutralidade do PP nestas eleições - diferente do que foi em 2022, quando o partido fechou apoio a Jair Bolsonaro - estaria mais ligada à postura do próprio PL, que escolheu apoiar "opositores" nos estados. Segundo ele, o PL tomou decisão em determinados estados que atingiram "pretenções de filiados", citando Santa Catarina como exemplo. Por lá, o senador Esperidião Amim foi preterido para disputar o Senado em função da deputada federal Carol de Toni (PL) e do ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL), o que fez a cúpula estadual progressista romper a aliança com o PL. "Santa Catarina, que deveria ser bolsonarista ao extremo, o PL escanteou o Esperidião Amim [senado pelo PP] e causou um desconforto, no estado que deveria estar patrocinando a decisão nacional do PP em favor do PL", argumentou. Flávio Bolsonaro, investigações, Master e Dark Horse Questionado se a - que atinge Flávio Bolsonaro em cheio - poderia teria ser mais um fator para o PP abandonar o candidato, Barros avalia que as investigações "podem atrapalhar coligações em alguns estados", porém, "no contexto das alianças partidárias, esse não parece ser um fator que faça diferença nas decisões dos partidos". Ricardo Barros diz que as investigações da PF "atingem todos os partidos de todos os espectros", portanto, ele não acredita que as investigações do caso Master e do sejam um fator determinante para mudança do eleitor. "A não ser que tenha algum fato novo efetivamente relevante que mexa com o humor das pessoas", acrescentou. "Nós estamos agora num momento, já mais próximo das eleições, em que fatos novos podem melhorar ou piorar a situação de cada candidato. E estes fatos novos devem acontecer, porque essas investigações [Master e Dark Horse] estão se aprofundando em todos os âmbitos do poder público, do sistema partidário", disse Barros. "O ativismo político do judiciário está muito presente e vão certamente provocar fatos como fizeram nas últimas eleições", concluiu. Flávio raiz Ricardo Barros também comentou a polêmica envolvendo Flávio Bolsonaro, que. O deputado acredita que faça parte de uma estratégia do candidato para consolidar o "seu próprio público". "Em um momento em que o presidente Lula é o favorito, por ter a máquina do poder" nas mãos, o Flávio precisa "olhar para dentro", argumenta Barros. Segundo ele, o favoritismo de Lula afeta as intenções de coligações do PL com partidos do centrão, e não dá muita margem ao Partido Liberal. "Entre o certo e o duvidoso, ele [Flávio Bolsonaro] joga no certo. Melhor ele garantir o apoio interno do PL do que tentar outros partidos e enfraquecer sua posição eternamente", avalia Barros. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/pp-tem-tendencia-de-neutralidade-nos-estados-reafima-barros
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