Política

PL quer que Jair aconselhe Flávio sobre comando da Câmara

Aliados do senador pretendem retirar Hugo Motta da presidência da Câmara em 2027, mas eventual aliança entre Centrão e esquerda pode ser obstáculo

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Iander Porcella
Flávio Bolsonaro (PL) e Hugo Motta (Republicanos) | Foto: Reprodução

Flávio Bolsonaro (PL) e Hugo Motta (Republicanos) | Foto: Reprodução

A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de liberar visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL) ao pai tem potencial de mover peças no xadrez político. Em prisão domiciliar, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) poderá agora ter influência mais concreta nas decisões do filho.

Para além de discussões sobre a campanha eleitoral e composição futura da Esplanada, integrantes do partido de Jair Bolsonaro (PL) esperam que Flávio trate com o pai sobre as articulações para retirar Hugo Motta (Republicanos-PB) do comando da Câmara.

No Senado, eventual candidatura do senador Rogério Marinho (PL-RN) à presidência da Casa estará bem encaminhada caso Flávio se eleja para o Palácio do Planalto, devido à maioria bolsonarista que emergiu das urnas no primeiro turno.

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Na Câmara, contudo, o cenário é mais incerto para o PL, que teve aumento da bancada, mas não a ponto de isolar o Centrão, como ocorreu no Senado, já que a esquerda também conta com um número considerável de deputados e tende a endossar Motta.

São dois nomes no PL que almejam chegar ao comando da Câmara: os deputados Sóstenes Cavalcante (RJ) e Altineu Côrtes (RJ). No entanto, o presidente do Republicanos, Marcos Pereira, pediu à Flávio apoio à tentativa de reeleição de Motta.

Flávio resiste à continuidade de Motta no comando da Casa, pelo fato de o deputado paraibano ter mergulhado de cabeça na campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno das eleições.

No entanto, parte dos aliados de Flávio avalia que o mais adequado politicamente seria fazer um acordo com Motta para garantir a governabilidade na Câmara. Bem articulado no Centrão, o atual presidente da Casa está numa situação menos desfavorável que a do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

A visão de Jair Bolsonaro sobre o imbróglio, portanto, pode fazer a diferença para dar o tom das negociações na Câmara. Um acordo com Motta, por exemplo, poderia passar por eventual compromisso em aprovar a anistia total ao ex-presidente e aos condenados do 8 de Janeiro.

A eleição para as presidências da Câmara e do Senado ocorrerá em fevereiro de 2027, com os novos parlamentares empossados.

Presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) | Divulgação/Lula Marques/Agência Brasil
Presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) | Divulgação/Lula Marques/Agência Brasil

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