Teresa Leitão defende reforma do STF e nega debate de nomes
Em entrevista ao SBT News, líder do governo no Senado afirmou que campanha de Lula discute mudanças no Judiciário e citou críticas da sociedade à Suprema Corte
André Barbeiro , Amanda Klein, Victoria Abel, Carla Araújo
A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), afirmou, em entrevista ao SBT News, que a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não discutiu nomes para uma futura indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas a necessidade de uma reforma no sistema de Justiça.
“Eu não conversei com o presidente sobre isto em nenhum momento”, declarou a senadora, ao ser questionada sobre a possibilidade de Lula indicar um novo ministro para a Corte ainda neste ano. Segundo ela, nas reuniões da coordenação da campanha, o debate se concentrou em mudanças na estrutura do Judiciário.
“O que nós conversamos é que há a necessidade de se fazer uma grande reforma no Sistema Nacional de Justiça e no próprio Supremo Tribunal Federal. A sociedade clama por uma reforma no Supremo Tribunal Federal. Não dá para uma Suprema Corte, como diz o presidente Lula, nos colocar em choque com a sociedade”, declarou.
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A senadora citou possíveis medidas para reformar o tribunal, como o estabelecimento de mandatos para ministros, mudanças na idade exigida para o cargo e restrições à atuação de parentes de magistrados como advogados em processos.
“Tem muita coisa que a sociedade está nos alertando e nós estamos concordando”, disse. Para a parlamentar, o Supremo não deve assumir protagonismo político. “O protagonismo político é dos outros poderes”, afirmou.
A líder do governo também mencionou a PEC da Segurança Pública como uma iniciativa que pode contribuir para a reorganização das atribuições do Ministério da Justiça e abrir espaço para discussões sobre o sistema judicial. A proposta prevê a criação de um Ministério da Segurança, separando a área da estrutura atual do Ministério da Justiça.
Aprovação do fim da escala 6x1
Durante a entrevista, a senadora também demonstrou confiança na votação da PEC que prevê o fim da escala de trabalho 6x1. A proposta está pautada para quarta-feira (14) no plenário do Senado, e o governo trabalha para viabilizar a análise em dois turnos no mesmo dia.
Segundo Teresa, as articulações buscam garantir tanto os votos necessários para a aprovação quanto as assinaturas para a adoção de um calendário especial, que permitiria dispensar o intervalo entre as votações.
“Há uma expectativa da nossa parte de conseguirmos as duas coisas: conseguirmos votos necessários para aprovar a PEC em primeiro turno”, afirmou.
A parlamentar disse que a coleta de assinaturas está em andamento e que o governo trabalha com a possibilidade de obter apoio de diferentes partidos. Para dar respaldo à votação acelerada, ela considera importante reunir mais de 50 assinaturas.
Teresa também afirmou que a proposta vem ganhando apoio para além da base governista. “O fim dessa escala está se tornando uma questão suprapartidária”, declarou.
“Estamos trabalhando para que ela seja votada efetivamente na quarta-feira”, afirmou.
Além da PEC da escala 6x1, Teresa informou que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) deve retomar a análise da PEC da Segurança Pública na semana seguinte. Segundo ela, ainda faltava a apreciação de dois destaques para que a proposta pudesse avançar ao plenário.
Teresa Leitão defende reforma do STF e nega debate de nomesEm entrevista ao SBT News, líder do governo no Senado afirmou que campanha de Lula discute mudanças no Judiciário e citou críticas da sociedade à Suprema CortePolítica2026-10-12T20:11:56.486ZA líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), afirmou, em entrevista ao SBT News, que a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não discutiu nomes para uma futura indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas a necessidade de uma reforma no sistema de Justiça. “Eu não conversei com o presidente sobre isto em nenhum momento”, declarou a senadora, ao ser questionada sobre a possibilidade de Lula indicar um novo ministro para a Corte ainda neste ano. Segundo ela, nas reuniões da coordenação da campanha, o debate se concentrou em mudanças na estrutura do Judiciário. “O que nós conversamos é que há a necessidade de se fazer uma grande reforma no Sistema Nacional de Justiça e no próprio Supremo Tribunal Federal. A sociedade clama por uma reforma no Supremo Tribunal Federal. Não dá para uma Suprema Corte, como diz o presidente Lula, nos colocar em choque com a sociedade”, declarou. 🤳 Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! A senadora citou possíveis medidas para reformar o tribunal, como o estabelecimento de mandatos para ministros, mudanças na idade exigida para o cargo e restrições à atuação de parentes de magistrados como advogados em processos. “Tem muita coisa que a sociedade está nos alertando e nós estamos concordando”, disse. Para a parlamentar, o Supremo não deve assumir protagonismo político. “O protagonismo político é dos outros poderes”, afirmou. A líder do governo também mencionou a PEC da Segurança Pública como uma iniciativa que pode contribuir para a reorganização das atribuições do Ministério da Justiça e abrir espaço para discussões sobre o sistema judicial. A proposta prevê a criação de um Ministério da Segurança, separando a área da estrutura atual do Ministério da Justiça. Aprovação do fim da escala 6x1 Durante a entrevista, a senadora também demonstrou confiança na votação da PEC que prevê o fim da escala de trabalho 6x1. A proposta está pautada para quarta-feira (14) no plenário do Senado, e o governo trabalha para viabilizar a análise em dois turnos no mesmo dia. Segundo Teresa, as articulações buscam garantir tanto os votos necessários para a aprovação quanto as assinaturas para a adoção de um calendário especial, que permitiria dispensar o intervalo entre as votações. “Há uma expectativa da nossa parte de conseguirmos as duas coisas: conseguirmos votos necessários para aprovar a PEC em primeiro turno”, afirmou. A parlamentar disse que a coleta de assinaturas está em andamento e que o governo trabalha com a possibilidade de obter apoio de diferentes partidos. Para dar respaldo à votação acelerada, ela considera importante reunir mais de 50 assinaturas. Teresa também afirmou que a proposta vem ganhando apoio para além da base governista. “O fim dessa escala está se tornando uma questão suprapartidária”, declarou. “Estamos trabalhando para que ela seja votada efetivamente na quarta-feira”, afirmou. Além da PEC da escala 6x1, Teresa informou que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) deve retomar a análise da PEC da Segurança Pública na semana seguinte. Segundo ela, ainda faltava a apreciação de dois destaques para que a proposta pudesse avançar ao plenário.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/teresa-leitao-defende-reforma-do-stf-e-nega-debate-de-nomes
Motivo foi a indicação de Gabriel Azevedo, ex-presidente da Câmara de Belo Horizonte, para secretário do novo governo de Minas Gerais, a partir do ano que vem