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EUA: "Não serei silenciada", diz democrata alvo de operação

Congressista somali-americana Ilhan Omar usa as redes sociais para responder Trump após autoridades federais realizarem buscas em sua casa

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André de Sena, com informações da Reuters
Deputada democrata de origem somali Ilhan Omar, que professa a religião muçulmana | Reprodução/Redes Sociais

Deputada democrata de origem somali Ilhan Omar, que professa a religião muçulmana | Reprodução/Redes Sociais

A deputada democrata pelo estado de Minnesota Ilhan Omar usou as redes sociais para se posicionar a respeito da operação realizada pelo Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos em sua casa, na região de Washington, na madrugada desta segunda-feira (12). Ela diz que sofreu uma tentativa de ataque planejado pelo presidente Donald Trump.

"Estou bem. Não se enganem: isto é uma tentativa de atacar inimigos políticos e instrumentalizar as forças de segurança federais. Há dez anos, Trump me ataca com mentiras infundadas e campanhas difamatórias", escreveu em uma postagem no X. "Esta é apenas a mais recente escalada em sua campanha de intimidação política. Eu não serei silenciada", completou.

Omar, que professa a religião muçulmana, nasceu na Somália em 1982. Aos 12 anos de idade, imigrou para os Estados Unidos com a família. Obteve cidadania norte-americana no ano 2000. A investigação das autoridades federais está relacionada à documentação que seu falecido pai assinou quando eles chegaram aos EUA.

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“Hoje, na região de Washington, DC, a Agência de Investigações de Segurança Interna (HSI) executou um mandado de busca autorizado judicialmente e obtido pelo Departamento de Justiça. Essa ação de fiscalização faz parte de uma investigação federal em andamento”, afirmou um porta-voz do Departamento de Justiça.

A operação do Departamento de Segurança Interna acontece a menos de um mês das eleições de meio de mandato, que vão renovar o Congresso dos Estados Unidos. Omar tentará se reeleger. A votação ocorre em 3 de novembro.

Historicamente, o Departamento de Justiça adota uma política que proíbe ações com o objetivo de influenciar o resultado de uma eleição ou beneficiar um candidato ou partido político. O órgão impede que promotores e agentes federais tomem medidas investigativas contra candidatos políticos num período de até 60 dias antes de uma votação.

Omar tem sido alvo de insultos proferidos por Donald Trump. Em fevereiro, o republicano disse que ela e a deputada democrata Rashida Tlaib, de Michigan, que também é muçulmana, deveriam ser “internadas” e mandadas de volta para “o lugar de onde vieram”.

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