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Trump lança site 'aliens.gov' para imigrantes ilegais

Plataforma trata imigrantes em situação irregular nos EUA como alienígenas e incentiva a denúncia de estrangeiros à margem da legalidade

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Sofia Pilagallo
29/05/2026, 22:49 • Atualizado em 29/05/2026, 22:49
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Site 'aliens.gov', lançado pelo governo de Donald Trump como parte de uma campanha contra a imigração irregular nos EUA | Foto: Reprodução/aliens.gov - 29.05.2026

Site 'aliens.gov', lançado pelo governo de Donald Trump como parte de uma campanha contra a imigração irregular nos EUA | Foto: Reprodução/aliens.gov - 29.05.2026

O governo de Donald Trump lançou, nesta sexta-feira (29), o site "aliens.gov", em que trata imigrantes em situação irregular nos Estados Unidos como alienígenas. O site havia sido anunciado em março e, desde então, internautas vinham especulando que o site poderia trazer arquivos secretos sobre a vida extraterrestre.

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Logo ao entrar, o visitante vê um fundo preto, com estética "sci-fi" e letras em verde neon, lembrando telas antigas de computador ou arquivos secretos. No topo aparece a palavra "ALIENS" acompanhada do selo "DECLASSIFIED" ("desclassificado") e da frase em destaque: "THEY WALK AMONG US" ("Eles andam entre nós").

O site usa animações para simular um documento secreto sendo revelado. O texto surge lentamente na tela, como se estivesse sendo digitado, afirmando que "aliens" viveriam entre os americanos há décadas. Só depois fica claro que o termo se refere a imigrantes em situação irregular, usando o sentido jurídico da palavra "alien" nos EUA.

"Por 60 anos, o governo dos EUA manteve um segredo bem guardado. Aliens têm caminhado entre nós, vivido em nossas vizinhanças e interagido conosco no nosso cotidiano", afirma o texto de abertura, com letras verdes finas sobre um fundo imitando o espaço sideral.
"Eles compraram nas mesmas lojas, participaram das mesmas aulas que nossas crianças e viveram existências humanas aparentemente normais. Com uma exceção —eles não pertencem a este lugar. Milhões chegaram sob a proteção da escuridão e se integraram diretamente à nossa sociedade", acrescenta.

Além do texto introdutório, o site exibe um mapa com os locais onde imigrantes foram detidos nos EUA, acompanhado de informações como nacionalidade dos envolvidos e os supostos crimes atribuídos a eles. A plataforma permite realizar buscas personalizadas por cidade, estado ou tipo de crime.

Mais abaixo, o visitante encontra um texto que incentiva denúncias de imigrantes em situação irregular, além de um botão que direciona para um formulário de denúncia do ICE, o Serviço de Imigração dos EUA. No botão, sobre um fundo vermelho, aparece a frase "Denunciar alienígenas suspeitos".

"Se você testemunhou uma abdução alienígena, não se alarme. O alienígena está em boas mãos. Nós cuidaremos dele... e o devolveremos em segurança ao seu local de origem", diz o texto, que logo na sequência esclarece que a referência não é a extraterrestres, mas a imigrantes em situação irregular.
"Eles não eram homenzinhos verdes. Esses 'alienígenas' são os milhões de imigrantes ilegais que invadiram nosso país sob a proteção da escuridão. O presidente Trump disse a verdade. O acobertamento acabou. Reforcem a segurança da fronteira. Deportem todos eles", acrescenta.

No sistema legal dos EUA, o termo "alien" é usado para designar qualquer estrangeiro que não tenha cidadania norte-americana. Por ser considerado pejorativo, o uso da expressão passou a ser alvo de críticas e, durante o governo de Joe Biden, foi substituído pelo termo "não cidadão".

Trump restaurou o uso da expressão no primeiro dia de seu segundo mandato, em 20 de janeiro de 2025, em um controverso decreto presidencial nomeado "Protegendo o povo americano da invasão". A expressão foi citada 33 vezes ao longo do documento, que embasa o endurecimento das políticas imigratórias e a ampliação das deportações.

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