Política

PGR deve enviar ao STF parecer sobre saúde de Bolsonaro na Papudinha nesta segunda (16)

Manifestação de Paulo Gonet é esperada para o último dia de prazo; defesa do ex-presidente pediu prisão domiciliar

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Ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em depoimento na Primeira Turma do STF | Divulgação/Fellipe Sampaio/STF
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A PGR (Procuradoria-Geral da República) deve enviar ainda nesta segunda-feira (16) ao Supremo Tribunal Federal (STF) sua manifestação sobre o laudo médico feito pela Polícia Federal sobre a saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro.

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No parecer, Paulo Gonet vai se posicionar se a Papudinha mantém estrutura adequada para a detenção do ex-presidente.

O relatório feito pela Polícia Federal concluiu que a Papudinha tem condições suficientes para os cuidados especiais com a saúde de Bolsonaro, como o uso continuou de CPAP para tratamento da apneia do sono, dieta fracionada, controle de pressão arterial e acesso a exames laboratoriais.

O mesmo documento, porém, destaca que há risco aumentado de novas quedas sem observação contínua e pronta resposta médica.

Por isso, a PF sugeriu que sejam otimizados os procedimentos para o cuidado de saúde de Bolsonaro. O ex-presidente também deve passar por novos exames neurológicos, segundo orientação dos médicos da corporação.

Prisão domiciliar

A defesa de Bolsonaro usou trechos do relatório da PF para pedir novamente a o direito de prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente.

Os advogados argumentam que Bolsonaro vem apresentando uma "progressiva deterioração do quadro médico" em virtude das crises de soluço e das sequelas das cirurgias feitas no intestino por conta da facada que sofreu ainda na campanha eleitoral em 2018.

Com base num parecer feito pelo médico Claudio Birolini, que acompanha o ex-presidente, a defesa afirma que o Estado não pode aguardar um "evento irreversível" e que "a manutenção da vida do ex-presidente depende da execução infalível de um protocolo médico complexo que desnatura a própria lógica do ambiente prisional".

"Do ponto de vista estritamente médico, o ambiente de custódia carcerária eleva, de maneira concreta, o risco de descompensação aguda, pneumonia aspirativa, insuficiência respiratória, crises hipertensivas, eventos tromboembólicos, arritmias, novos traumatismos cranioencefálicos e até morte súbita", diz a defesa.

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