PF queria buscas no gabinete de Wagner, mas STF rejeitou
Como líder do governo no Senado, Jaques Wagner tem uma estrutura a seu favor no Parlamento; gabinete acabou ficando de fora da operação da Polícia Federal


Senador Jaques Wagner (Alessandro Dantas/PT)
Apesar de estar na lista de investigados pela 9ª fase da operação Compliance Zero, que apura suposto esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), teve seu gabinete parlamentar poupado pelos mandados de busca e apreensão feitas pela Polícia Federal nesta quinta-feira (18).
O motivo é que o ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal, não autorizou que a PF entrasse no endereço parlamentar de Wagner para vasculhar o local. Isso quer dizer que, apesar do pedido feito pela PF, Mendonça entendeu que não era necessário estender as buscas para o Senado Federal.
"A realização de medidas como a ora aventada em dependências situadas na sede de outro Poder reclama fundamentação particularmente rigorosa apta a demonstrar não apenas a participação do parlamentar nos fatos sob apuração, mas também a existência de elementos indicativos de que, naquele espaço funcional, se encontrem provas indispensáveis à investigação, ou cuja obtenção se revele inviável por outros meios", argumenta Mendonça em sua decisão.
"No caso, os elementos até aqui reunidos não evidenciam, com o grau de probabilidade necessário a justificar a invasividade da medida, que o gabinete parlamentar, no Senado Federal ou mesmo no escritório de apoio (no Estado de origem), abrigue documentação, mídias ou registros com aptidão para repercutir de modo relevante no desenvolvimento da atividade probatória. Portanto, ausente, neste momento, a demonstração concreta da necessidade da medida nesse ambiente específico, impõe-se o indeferimento do pedido quanto aos endereços funcionais indicados", emendou o ministro.















