Política

PF diz que deputado federal negociava distribuição de propina em esquema de desvio de emendas

Investigação aponta que Félix Mendonça (PDT-BA) participava de negociação de propina; procurado, parlamentar nega irregularidades

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Deputado Félix Mendonça Júnior (PDT-BA) | Divulgação/Zeca Ribeiro/Câmara
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A Polícia Federal (PF) aponta em investigação deflagrada nesta terça-feira (13) que o deputado federal Félix Mendonça (PDT-BA) participava de um esquema montado na Bahia para desvio de emendas parlamentares.

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Segundo a PF, ele é suspeito de atuar na logística da estrutura, negociando a distribuição das propinas.

Em nota divulga para a imprensa, o deputado afirma que "jamais negociou a execução de emendas parlamentares, nunca indicou empresas e não exerce qualquer função de ordenador de despesas".

O parlamentar diz também que lamenta a morosidade das investigações, que "comprometem reputações e causam prejuízos políticos", principalmente em ano eleitoral.

A PF investiga os crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Essa é a nona fase da operação Overclean, que está sob relatoria de Kassio Nunes Marques, no Supremo Tribunal Federal (STF). O inquérito é sigiloso.

Nesta fase da operação, a Polícia Federal, com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Receita Federal, cumpriu nove mandados de busca e apreensão na Bahia e no DF, todos autorizados pelo STF.

Imóveis ligados ao deputado foram alvos das buscas nos dois estados. A decisão também determinou o bloqueio de R$ 24 milhões em contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas investigadas.

A investigação aponta que o esquema se estruturou principalmente nos municípios de Paratinga, Ibipitanga e Boquira, no interior da Bahia.

Em outras fases da operação Overclean, prefeitos desses municípios chegaram a ser alvos das investigações.

De acordo com nota oficial da Polícia Federal, os investigados podem responder por organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, fraudes em licitações e contratos administrativos, além de lavagem de dinheiro.

A operação Overclean já teve outras fases de grande impacto. Em uma das etapas, um dos principais alvos foi o empresário José Marcos Moura, conhecido como "Rei do Lixo", apontado pela Polícia Federal como um dos chefes do esquema, com atuação em contratos de limpeza urbana em diversos municípios do país.

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