PDT adota silêncio total após operação envolvendo senador por suspeita de desvios no INSS
Partido de Weverton Rocha evita fazer qualquer desagravo a ele ou se manifestar sobre as investigações
Marcela Mattos
19/12/2025, 15:33 • Atualizado em 19/12/2025, 15:33
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Senador Weverton Rocha (PDT-MA) | Divulgação/Roque de Sá/Agência Senado
Mais de 24 horas após uma nova fase da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, mirar o líder do PDT no Senado, Weverton Rocha (MA), o partido ainda não deu qualquer manifestação pública em relação às suspeitas envolvendo um dos seus mais influentes filiados.
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Na manhã desta quinta-feira (18), Weverton foi alvo de buscas no âmbito da investigação que apura desvios no pagamento de aposentados e pensionistas. O parlamentar foi apontado como um “sustentáculo” das atividades financeiras de Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS, apontado como o operador das fraudes.
Conforme as investigações, Weverton seria o “beneficiário final” dos desvios, recebendo recursos por meio de assessores parlamentares. O secretário-executivo do Ministério da Previdência, Adroaldo Portal, ex-assessor de Weverton, foi presonesta última fase da operação.
Na distribuição de cadeiras na Esplanada dos Ministérios, o PDT foi alocado na Previdência inicialmente com Carlos Lupi, o presidente do partido. Lupi acabou demitido tão logo o escândalo veio à tona. No lugar dele assumiu Wolney Queiroz, também filiado à legenda, que atuava como o número 2 da pasta. Nesta quarta, o ministro disse que não tinha qualquer informação sobre irregularidades envolvendo o seu secretário-executivo, que acabou afastado do cargo por ordem judicial.
Em meio ao silêncio público, nos bastidores da legenda fala-se em “profundo pesar” e que “as políticas partidárias não contemplam ações como as investigadas”. Apesar disso, o envolvimento do senador pedetista é tratado com cautela, o que evita, ao menos por ora, qualquer ato em desagravo a ele.
Uma liderança da legenda relatou ter conversado com o presidente do PDT, Carlos Lupi, e que internamente a sensação é de surpresa e perplexidade. “Doeu no partido”, diz um filiado. Lupi foi procurado e instado a se manifestar, mas não respondeu aos contatos da reportagem. Em nota, Weverton negou as acusações.
PDT adota silêncio total após operação envolvendo senador por suspeita de desvios no INSSPartido de Weverton Rocha evita fazer qualquer desagravo a ele ou se manifestar sobre as investigaçõesPolítica2025-12-19T15:33:18.597ZMais de 24 horas após uma nova fase da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, mirar o líder do PDT no Senado, Weverton Rocha (MA), o partido ainda não deu qualquer manifestação pública em relação às suspeitas envolvendo um dos seus mais influentes filiados. Na manhã desta quinta-feira (18), Weverton foi alvo de buscas no âmbito da investigação que apura desvios no pagamento de aposentados e pensionistas. O parlamentar foi apontado como um “sustentáculo” das atividades financeiras de Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS, apontado como o operador das fraudes. Conforme as investigações, Weverton seria o “beneficiário final” dos desvios, recebendo recursos por meio de assessores parlamentares. O secretário-executivo do Ministério da Previdência, nesta última fase da operação. Na distribuição de cadeiras na Esplanada dos Ministérios, o PDT foi alocado na Previdência inicialmente com Carlos Lupi, o presidente do partido. Lupi acabou demitido tão logo o escândalo veio à tona. No lugar dele assumiu Wolney Queiroz, também filiado à legenda, que atuava como o número 2 da pasta. Nesta quarta, o ministro disse que não tinha qualquer informação sobre irregularidades envolvendo o seu secretário-executivo, que acabou afastado do cargo por ordem judicial. Em meio ao silêncio público, nos bastidores da legenda fala-se em “profundo pesar” e que “as políticas partidárias não contemplam ações como as investigadas”. Apesar disso, o envolvimento do senador pedetista é tratado com cautela, o que evita, ao menos por ora, qualquer ato em desagravo a ele. Uma liderança da legenda relatou ter conversado com o presidente do PDT, Carlos Lupi, e que internamente a sensação é de surpresa e perplexidade. “Doeu no partido”, diz um filiado. Lupi foi procurado e instado a se manifestar, mas não respondeu aos contatos da reportagem. Em nota, Weverton negou as acusações. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/pdt-adota-silencio-total-apos-operacao-envolvendo-senador-por-suspeita-de-desvios-no-inss